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Televisões e Facebook rejeitam anúncio de Trump considerado racista
Mundo 06.11.2018

Televisões e Facebook rejeitam anúncio de Trump considerado racista

Televisões e Facebook rejeitam anúncio de Trump considerado racista

Foto: AFP
Mundo 06.11.2018

Televisões e Facebook rejeitam anúncio de Trump considerado racista

Presidente norte-americano divulgara na sua conta de Twitter uma versão mais curta do anúncio. Este deixa acusações aos democratas e estabelece uma ligação entre um criminoso mexicano e a caravana de migrantes que se dirige à fronteira do México com os Estados Unidos.

As cadeias de televisão CNN, NBC e Fox News, mas também o Facebook rejeitaram um anúncio de Donald Trump cujo conteúdo foi considerado racista. No anúncio, criado pela equipa de campanha do Presidente norte-americano, procura-se culpar os democratas pela entrada nos Estados Unidos de Luís Bracamontes, um mexicano sem documentos que assassinou dois polícias de Sacramento, na Califórnia, em 2014 e foi condenado à morte. Ao mesmo tempo, o anúncio tenta estabelecer uma ligação entre Bracamontes e a caravana de migrantes que se dirige à fronteira entre o México e os Estados Unidos.

No referido anúncio em que aparece a imagem de Bracamontes surge também uma legenda a referir que "os democratas deixaram-no entrar no país" e "os democratas deixaram-no ficar". Ao mesmo tempo são exibidas imagens da caravana de migrantes com outra legenda: "Os criminosos ilegais perigosos como o assassino de polícias Bracamontes não se preocupam com as nossas leis".

No domingo, a NBC ainda passou o anúncio durante um jogo de futebol americano, mas críticas de telespectadores levaram os responsáveis a mudar de atitude. "Depois de revermos o conteúdo, reconhecemos a natureza insensível deste anúncio e decidimos deixar de emiti-lo", informou a estação televisiva através de comunicado. A CNN já afastara a possibilidade de exibir o anúncio e o Facebook seguiu idêntico caminho em relação a um conteúdo que se destinava aos utilizadores em Estados-chave para as eleições como a Florida ou o Arizona.

Porém, Trump já publicara uma versão mais curta do anúncio na sua conta do Twitter, não incluindo a acusação dirigida aos democratas. Houve 6,5 milhões de utilizadores da rede social que tiveram acesso ao conteúdo e cerca de 100 mil colocaram "gosto". 

Trump rejeitou estar ao corrente do sucedido, mas, questionado acerca do conteúdo ofensivo do anúncio, respondeu que "há muitas coisas ofensivas". E deu um exemplo: "As perguntas da imprensa são muitas vezes ofensivas".


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