Escolha as suas informações

Tejo está a morrer e o Contacto explica-lhe porquê
Mundo 2 min. 25.09.2020

Tejo está a morrer e o Contacto explica-lhe porquê

O nível das barragens está a descer sucessivamente. O Tejo está a secar.

Tejo está a morrer e o Contacto explica-lhe porquê

O nível das barragens está a descer sucessivamente. O Tejo está a secar.
Mundo 2 min. 25.09.2020

Tejo está a morrer e o Contacto explica-lhe porquê

Ricardo J. RODRIGUES
Ricardo J. RODRIGUES
Três mil quilómetros na estrada entre Portugal e Espanha, meses e meses a ler relatórios, dezenas de horas de entrevistas. Tudo para perceber como as alterações climáticas e a gestão humana estão a destruir o maior rio da Península Ibérica.

É uma investigação jornalística de um ano, feita por um jornalista português e outro espanhol – subindo o rio da foz até à nascente. Já amanhã, a série multimédia “Tejo: como matar um rio” é publicada simultaneamente no Contacto, no jornal português Diário de Notícias e no diário espanhol El País.

Três mil quilómetros na estrada entre Portugal e Espanha, meses e meses a ler relatórios, dezenas de horas de entrevistas. Tudo para perceber como as alterações climáticas e a gestão humana estão a destruir o maior rio da Península Ibérica. O resultado da investigação chama-se “Tejo: como matar um rio”, e é divulgado este sábado em três jornais internacionais: o luxemburguês Contacto, o português Diário de Notícias e o espanhol El País.

São três grandes reportagens multimédia. A primeira chama-se “O ataque do sal” e conta como a falta de água doce no caudal do rio e a subida do nível médio das águas do mar estão a fazer com que a água salgada esteja a subir o Tejo, a ameaçar os ecossistemas e a agricultura, e a aproximar-se perigosamente das estações de captação que abastecem água canalizada à àrea metropolitana de Lisboa.

O segundo capítulo chama-se “Pode uma fronteira parar um rio?” Partindo do lado português, esta história sobe o rio para contar como a construção de cinco barragens do lado espanhol estão a destruir o caudal ecológico do Tejo e a vida das populações ribeirinhas. Com entrevistas a ambientalistas portugueses e espanhóis, esta história confronta também os governantes dos dois países sobre a gestão que fazem da água.

A última reportagem, “Um enorme desvio de água”, fala sobre o facto de, em 40 anos, o Tejo ter perdido metade da sua água na nascente e haver um transvase que desvia quase todo o rio para irrigar o Levante espanhol. Essa região, conhecida pela horta da Europa, vê-se agora sem água suficiente para irrigar os maiores campos de frutas e vegetais do continente.

Com autoria dos jornalistas Juan Calleja e Ricardo J. Rodrigues, o projeto “Tejo: como matar um rio” ganhou no ano passado a bolsa de investigação jornalística Reporters in The Field, patrocinada pela associação n-ost e pela fundação alemã Robert Bosch. Calleja é um jornalista espanhol, colaborador do El País e fundador da revista Babylon, revista de cultura bilingue em espanhol e inglês. Ricardo J. Rodrigues foi grande repórter do DN e ocupa hoje o mesmo cargo no Contacto. Os seus trabalhos foram distinguidos com o Prémio Gazeta, o Prémio de Direitos Humanos da UNESCO ou o Prémio Europeu de Jornalismo pela Diversidade, entre outros.

Esta série conta ainda com fotos e vídeos do fotógrafo português Rui Oliveira, galardoado várias vezes nos prémios de fotojornalismo Estação de Imagem, e estará disponível na versão online a partir do próximo sábado, 26 de setembro, em www.contacto.lu. E também em papel, na próxima edição do jornal Contacto. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

O sal está a fazer um cerco a Lisboa
Há tão pouco Tejo que o mar está a subir o rio. Pescam-se hoje douradas em Valada, a 70 quilómetros de Lisboa, onde é captada uma parte da água que abastece a capital. No estuário, os agricultores pegam em tratores para erguer barricadas ao sal. É isto um rio?