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Subir ao Monte Branco? Só se pagar 15 mil euros para salvamento e funeral
Mundo 05.08.2022
Desportos radicais

Subir ao Monte Branco? Só se pagar 15 mil euros para salvamento e funeral

Desportos radicais

Subir ao Monte Branco? Só se pagar 15 mil euros para salvamento e funeral

AFP
Mundo 05.08.2022
Desportos radicais

Subir ao Monte Branco? Só se pagar 15 mil euros para salvamento e funeral

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
O presidente da câmara de Saint-Gervais-les-Bains avisou os montanhistas que têm tentado subir o maior monte dos Alpes, apesar dos avisos de grande risco de derrocada, que terão que pagar caução.

Jean-Marc Peillex, o autarca de Saint-Gervais-les-Bains, a localidade onde arranca um dos mais populares trilhos para se alcançar o pico mais alto da Europa, lançou a medida depois de ter visto dezenas de pessoas a desafiarem os alertas de perigo de derrocada. Jean-Marc Peillex classificou a aventura, nas condições atuais, como “um jogo de roleta russa”. 

A multa, segundo relata o jornal inglês Guardian, vai ao ponto de esclarecer que 10 mil euros cobrem os custos da operação de salvamento e resgate e os 5 mil euros é o preço do funeral, caso o montanhista morra a tentar chegar ao maior pico dos Alpes.

Montanhistas de calções, sapatos de ténis e chapéus de palha 

A meio de julho, os guias profissionais suspenderam os seus serviços de sherpas devido ao desprendimento de rochedos, e a administração local emitiu comunicados avisando as pessoas para não tentarem a subida pelos seus próprios meios, mesmo os montanhistas experientes. 


Jovem caiu do Monte Branco, a mais alta montanha dos Alpes.
Alpinista francês de 20 anos morre após queda no Monte Branco
Segundo o serviço de resgate na montanha, o alpinista sofreu uma queda de 500 metros.

A onda de calor, que se seguiu a um ano de muito pouca neve, tornou as condições na montanha mais perigosas, aumentando também o desprendimento de rochas. 

No Twitter, o presidente da câmara Peillex contou que “pseudo montanhistas” ignoraram os avisos. E descreveu como cinco romenos tentaram a subida “usando calções, sapatos de ténis e chapéus de palha” e foram obrigados a descer pela polícia de montanha.

“A morte nas mochilas”

“Se as pessoas querem levar a morte nas mochilas”, acrescentou, “vamos antecipar o custo de os resgatar e enterrar, porque é inaceitável que os contribuintes franceses sejam responsabilizados”, acrescentou no Twitter. 

Com as alterações climáticas, e o derretimento mais rápido dos glaciares do que o que os climatologistas previam - mesmo os europeus – as condições na montanha tornam-se cada vez mais instáveis. Mesmo para os relativamente menos arriscados desportos de verão nos Alpes, onde normalmente não havia registo de acidentes graves. Mas tudo isso mudou. No início de julho, 11 pessoas morreram quando uma massa de gelo se desprendeu de um glaciar do pico mais alto dos Dolomitas italianos.

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