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Socialistas vencem sem maioria e extrema-direita entra no parlamento
Mundo 2 min. 29.04.2019 Do nosso arquivo online

Socialistas vencem sem maioria e extrema-direita entra no parlamento

Socialistas vencem sem maioria e extrema-direita entra no parlamento

Foto: AFP
Mundo 2 min. 29.04.2019 Do nosso arquivo online

Socialistas vencem sem maioria e extrema-direita entra no parlamento

Escrutínio, no qual foram já apurados 99,99% dos votos, ficou marcado pela entrada, pela primeira vez desde o fim da ditadura, da extrema-direita no parlamento espanhol.

O partido socialista espanhol (PSOE) venceu as legislativas de domingo, sem conseguir a maioria, o que vai obrigar o primeiro-ministro Pedro Sanchez a procurar aliados para governar um país dividido, foi hoje anunciado. Este escrutínio, no qual foram já apurados 99,99% dos votos, ficou marcado pela entrada, pela primeira vez desde o fim da ditadura, da extrema-direita no parlamento espanhol.

O PSOE foi o partido mais votado nas legislativas espanholas, ao conquistar 28,68% dos votos e 122 deputados. O segundo mais votado foi o Partido Popular (PP), que conseguiu 16,7% dos votos e 66 deputados. Nas últimas legislativas, em 2016, o PP elegeu 137 deputados.

A nove lugares do PP, o terceiro partido mais votado foi o Cidadãos (15,86%), que elegeu 57 deputados, mais 25 do que na legislatura anterior. O Unidas Podemos (extrema-esquerda) é a quarta força no parlamento espanhol, ao eleger 42 deputados, enquanto que o partido de extrema-direita Vox, com 10,26% dos votos, elegeu 24 deputados.

O conjunto dos partidos da direita espanhola falharam o objetivo de obter, em conjunto, a maioria absoluta no parlamento e formar Governo, apesar da grande subida da votação no Vox. Os três partidos do bloco de direita, PP, Cidadãos (direita liberal) e Vox, conseguiram reunir um total de 147 deputados, um número aquém dos 176 necessários para ter a maioria absoluta do Congresso dos Deputados, que tem um total de 350 membros.


Spanish far-right VOX party leader and candidate for prime minister Santiago Abascal delivers a speech during an election night rally in Madrid after Spain held general elections on April 28, 2019. - Spain's socialists won snap elections but without the necessary majority to govern in a fragmented political landscape marked by the far-right's dramatic eruption in parliament. (Photo by OSCAR DEL POZO / AFP)
Portugal, Irlanda, Luxemburgo e Malta, únicos países da UE sem extrema-direita
Partido de extrema-direita espanhol Vox obteve 24 lugares nas eleições legislativas deste domingo, o que corresponde a 10,2% dos votos dos eleitores. É a quinta força política em Espanha.

Até há poucos anos, o PP alternava com o PSOE na chefia do Governo de Espanha, mas o aparecimento do Cidadãos e a fuga de membros para formar o Vox teve como consequência a descida do partido na preferência dos espanhóis. "O futuro venceu e o passado perdeu", disse Pedro Sanchez, no discurso de vitória perante os cerca de mil apoiantes que se concentraram no domingo à noite, na sede do partido, em Madrid.

O primeiro-ministro espanhol garantiu ainda que que não vai negociar a formação de um executivo com o Cidadãos, apesar de admitir governar com todos, no âmbito da Constituição. "A partir das nossas ideias de esquerda e da nossa posição progressista, vamos estender a mão a todas as formações políticas dentro da Constituição, para governar contra as desigualdades sociais, em concórdia e com limpeza democrática", comentou, afirmando que o respeito pela lei fundamental espanhola é "a única condição".

Num discurso proferido ao mesmo tempo que Sanchez, o líder do Cidadãos, Albert Rivera, opinou na noite eleitoral de domingo que o PSOE vai governar Espanha com a coligação Unidas Podemos e com os nacionalistas, o que considerou uma "má notícia".

Rivera disse também que a "boa notícia" é que o seu partido fará uma oposição leal à Constituição e acabará a governar o país. O presidente do Vox, Santiago Abascal, classificou como um "verdadeiro milagre" o forte crescimento do partido. "Isto é só o princípio, o Vox veio para ficar", afirmou.

A participação nas eleições legislativas antecipadas em Espanha foi de 75,79%, mais 9,3 pontos percentuais do que a registada no escrutínio de 2016.

Lusa

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