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Sobreviveu ao 11 de setembro, mas morreu no atentado no Quénia
Mundo 1 2 min. 18.01.2019

Sobreviveu ao 11 de setembro, mas morreu no atentado no Quénia

Um ataque reivindicado pelo grupo extremista islâmico Al-Shabaab num hotel em Nairóbi, capital do Quénia, fez pelo menos 21 mortos. Uma das vítimas é Jason Spindler, um americano que após sobreviver ao atentado às Torres Gémeas, estava a trabalhar num projeto no Quénia para lutar contra a pobreza e "fazer a diferença nos países do terceiro mundo".


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Desde a manhã do dia 11 de setembro de 2001, Jason Spindler nunca mais foi o mesmo. O americano estava a trabalhar num banco de financiamento, no World Trade Center, quando o edifício se começou a desmoronar. Milhares de pessoas começaram a correr em pânico até à saída, mas Jason acabou por ficar no interior a ajudar a resgatar aqueles que ainda estavam no meio dos escombros e a levá-los em segurança até ao exterior. Assim recorda um amigo e antigo colega de casa, Kevin Yu, ao jornal americano The Washington Post. Nesse dia, cerca de 3.000 pessoas morreram, mas Jason não foi uma delas.

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"Quando ouvimos explosões ou disparos, a maior parte das pessoas começa logo a fugir. O instinto dele era o oposto — ele salta nessa direção”, disse Kevin Yu, acrescentando que, após o atentado, "alguma coisa mexeu" com o amigo e mudou a forma como ele se sentia e como pensava no mundo. "Ele sentia que podia estar a fazer muito mais”. 

Em 2009, Jason co-fundou uma empresa de inovação financeira, a I-Dev International, e começou a trabalhar na capital do Quénia, num projeto de redes de energia pensado para as áreas mais remotas, para reduzir a pobreza dos países subdesenvolvidos. Jason estava a tentar "fazer a diferença nos países do terceiro mundo" - segundo contou a sua mãe Sarah Spindler à NBC - quando, na terça-feira, foi surpreendido por um ataque terrorista, no hotel em que estava a almoçar com um amigo.

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O atentado, reivindicado pelo grupo extremista islâmico Al-Shabaab, começou com uma explosão que atingiu três veículos junto a um banco e um bombista suicida que se fez explodir no átrio do hotel, disse o chefe da polícia do Quénia, Joseph Boinnet. Pelos menos 21 pessoas morreram. Desta vez, Jason Spindler, que completava 41 anos na próxima segunda-feira, foi uma delas. 

A família de Jason vai viajar até ao Quénia para recolher o corpo. Está marcada uma cerimónia de homenagem para a próxima segunda-feira.