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Sérgio Moro invoca Lei de Segurança Nacional contra Lula da Silva
Mundo 20.02.2020 Do nosso arquivo online

Sérgio Moro invoca Lei de Segurança Nacional contra Lula da Silva

Sérgio Moro invoca Lei de Segurança Nacional contra Lula da Silva

Foto: AFP
Mundo 20.02.2020 Do nosso arquivo online

Sérgio Moro invoca Lei de Segurança Nacional contra Lula da Silva

O Ministério da Justiça ordenou a abertura de um inquérito contra o antigo Presidente por supostas ofensas a Jair Bolsonaro.

O depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva à Polícia Federal na manhã da última quarta-feira teria passado despercebido se os deputados do PT não tivessem questionado a atuação do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, que acusam de interferir reiteradamente na condução das investigações do Ministério Público contra o único chefe de estado que abandonou o mandato com a popularidade reforçada. 

"Foi claramente uma tentativa de intimidação do ex-presidente Lula", denunciou Paulo Pimenta. "Essa audiência não foi divulgada porque corre em segredo de Justiça. O ex-presidente respondeu tranquilamente", revelou posteriormente a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.  

Em nota, divulgada pela imprensa brasileira, o Ministério liderado pelo antigo juiz de Curitiba que conduziu a Operação Lava Jato e condenou Lula da Silva a uma pena superior a 12 anos de cadeia, em primeira instância, confirmou a abertura de um novo inquérito contra o antigo Presidente "para investigar possível crime contra a honra" de Jair Bolsonaro. 

A pedido do próprio ministro da Justiça, Sérgio Moro, Lula vai responder pelo crime de honra contra o Presidente com base na Lei de Segurança Nacional. No Brasil, o crime é punido com 1 a 4 anos de prisão. 

Em causa as repetidas acusações de Lula da Silva ao atual inquilino do Palácio da Alvorada. Logo em novembro, no discurso que marcou o seu regresso a casa em São Bernando do Campo, na cidade de São Paulo o dirigente do PT vincava que  "ele (Bolsonaro) foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro". 

Num vídeo gravado posteriormente voltou a associar o atual Presidente aos grupos criminosos armados composto por polícias e ex-polícias. "Não é possível que um País do tamanho do Brasil tenha o desprazer de ter no governo um miliciano responsável direto pela violência contra o povo pobre, responsáveis pela morte da Marielle, responsável pelo impeachment da Dilma, responsável por mentirem a meu respeito". 



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