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Sequestrador de sinagoga do Texas era britânico
Mundo 3 min. 17.01.2022
EUA

Sequestrador de sinagoga do Texas era britânico

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Sequestrador de sinagoga do Texas era britânico

Foto: Brandon Bell/Getty Images/AFP
Mundo 3 min. 17.01.2022
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Sequestrador de sinagoga do Texas era britânico

Redação
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Autoridades americanas e britânicas confirmaram nacionalidade de Malik Faisal Akram, de 44 anos, e vão cooperar nas investigações. Caso foi classificado de ato terrorista.

As autoridades americanas lançaram, este domingo, uma investigação "internacional" sobre o homem britânico que morreu no dia anterior depois de ter feito várias pessoas reféns durante dez horas numa sinagoga do Texas, num ato que o presidente dos EUA classificou como de "terrorismo".

Joe Biden confirmou que o suspeito, identificado pelo FBI como Malik Faisal Akram, era um cidadão britânico de 44 anos de idade, e que tinha "insistido na libertação de alguém que estava preso há dez anos", nos Estados Unidos, tendo também "feito comentários anti semitas e anti Israel" durante o sequestro.

A polícia antiterrorista da região noroeste de Inglaterra confirmou, numa declaração, que Akram era da zona de Blackburn, em Lancashire. 

Na página do Facebook da comunidade muçulmana de Blackburn, um homem que afirmava ser seu irmão disse que o sequestrador "sofria de problemas de saúde mental" e que tinha sido "morto a tiro". "Não havia nada que lhe pudéssemos ter dito ou feito que o tivesse convencido a entregar-se", afirmou o homem, que disse ter estado "em ligação com o Faisal, os negociadores, o FBI, até às primeiras horas da manhã".   

De acordo com vários meios de comunicação social norte-americanos, apelava o homem à libertação de Aafia Siddiqui, uma cientista paquistanesa condenada em 2010 por um tribunal federal de Nova Iorque a 86 anos de prisão por ter disparado contra militares norte-americanos enquanto se encontrava detida no Afeganistão. 

O presidente dos EUA explicou que o sequestrador tinha comprado as armas que usou para fazer os reféns "na rua" e que "aparentemente não tinha nenhuma bomba", ao contrário do que tinha afirmado durante os acontecimentos.  


O resgate no Texas envolveu um grande número de policiais.
Sequestrador morto e reféns libertados em sinagoga nos Estados Unidos
Numa operação de grande aparato, a polícia do Texas pôs fim ao sequestro que durou horas.

O Reino Unido também condenou, através da sua Secretária dos Negócios Estrangeiros Liz Truss, "este ato de terrorismo e anti semitismo". 

 A polícia antiterrorista britânica anunciou entretanto ter detido dois jovens no sul de Manchester, na noite de domingo, com ligação à tomada de reféns no Texas. "Permanecem sob custódia [policial] para interrogatório", afirmaram as autoridades britânicas em comunicado.  

Reféns a salvo

Os quatro reféns sequestrados na Sinagoga Beth Israel em de Colleyville, cidade a cerca de 40 km de Dallas, foram libertados, ilesos, na noite de sábado. 

 Entre eles estava um respeitado rabino local, Charlie Cytron-Walker, que disse que o sequestrador se tornou "cada vez mais agressivo e ameaçador na última hora" que antecedeu a libertação dos reféns. O sequestro terminou com intervenção policial e a morte do raptor - ainda não é claro se Malik Faisal Akram cometeu suicídio ou se foi alvejado pela polícia. 

"Investigaremos o sequestrador e os seus contactos" numa investigação que é "de âmbito internacional", disse o agente especial do FBI Matt DeSarno de Dallas. 

Além do drama da situação dos reféns, estava em curso uma transmissão ao vivo no Facebook do serviço religioso quando o suspeito invadiu a sinagoga. "Eu vou morrer" e "há algo de errado com a América" foram algumas das afirmações proferidas pelo sujeito, que pediu repetidamente a um interlocutor não identificado para colocar "a sua irmã" ao telefone, antes da emissão ser cortada. 

A alegada "irmã" a quem o sequestrador se terá referido seria Aafia Siddiqui, que está atualmente num hospital prisional em Fort Worth, perto de Dallas. 

Foi a primeira mulher detida pelos Estados Unidos por suspeita de ligações à Al-Qaeda, a rede islâmica responsável pelos ataques de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e contra o Pentágono, tendo-lhe sido atribuída a alcunha de "Lady al-Qaeda". Ela "não tem absolutamente nenhum envolvimento" no sequestrou dos reféns, assegurou o seu advogado à CNN numa declaração, negando também que o homem fosse seu irmão. 

Os peritos salientaram que a palavra árabe "irmã", proferida por Malik Faisal Akram era figurativa e que o seu significado estava relacionado com a fé islâmica.

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