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Seleção feminina dos EUA recusa ir à Casa Branca
Mundo 1 2 min. 10.07.2019

Seleção feminina dos EUA recusa ir à Casa Branca

Seleção feminina dos EUA recusa ir à Casa Branca

AFP
Mundo 1 2 min. 10.07.2019

Seleção feminina dos EUA recusa ir à Casa Branca

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
"Eu não irei e creio que a restante equipa também não", disse Megan Rapinoe, capitã das vencedoras do Mundial de Futebol Feminino em França.

A seleção norte-americana de futebol feminino que se sagrou campeã do mundo, depois de vencer a Holanda por 2-0, no domingo, é por estes dias, o centro das atenções nos Estados Unidos. Esta tarde, milhares de pessoas receberam a equipa na Broadway, em Nova Iorque. 

A estrela da tarde foi a capitã das norte-americanas, Megan Rapinoe, a futebolista de cabelo rosa, tornou-se na figura mais falada deste Mundial, não só pelo espetáculo que deu em campo, ou por ter ganho a Bola de Ouro, mas também pelo seu conflito com o presidente Donald Trump. Ainda durante o Mundial, a capitã da equipa declarou que não iria à Casa Branca, caso ganhassem, pois não concorda com as políticas do republicano.

Horas antes de ser recebida em Nova Iorque, a jogadora voltou a ser questionada sobre se a equipa aceitaria ir à Casa Branca e Megan Rapinoe, foi clara na resposta: "Eu não irei. E creio que a restante equipa com que falei explicitamente sobre isso, também não vai." Justificou a recusa dizendo que a ida seria "uma oportunidade para a administração Trump 'exibir' a seleção". Esta equipa levou para casa o quarto título mundial para os Estados Unidos, e o segundo consecutivo. 

"Acho que não faz sentido para nós. Não consigo imaginar que alguma das minhas colegas de equipa queira estar nesta situação", disse ainda a avançada dos Seattle Reign. 

Americanas já têm quatro títulos mundiais no seu palmarés.
Americanas já têm quatro títulos mundiais no seu palmarés.
Foto: AFP

A troca de 'mensagens' entre Rapinoe e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, começou ainda durante o campeonato. Quando lhe fizeram a mesma pergunta, a capitã respondeu que "não iria à m.... da Casa Branca". 

Trump fez questão de responder ao insulto, publicando uma série de tweets em que aconselhava a jogadora a "ganhar primeiro, antes de falar. Acaba o serviço!". Disse ainda que "convidava a equipa à Casa Branca, quer percam ou ganhem. A Megan nunca devia faltar ao respeito ao nosso país, à Casa Branca e à nossa bandeira." 

Megan mostrou-se arrependida pela forma como falou mas manteve a sua posição em negar o convite. 

A seleção americana 'acabou o serviço' e Megan deu uma entrevista à CNN em que deixa uma mensagem para Trump: "Eu penso que lhe diria que a sua mensagem exclui pessoas. Exclui-me. Exclui pessoas que são importantes para mim. (...) Como líder deste país, o presidente tem uma responsabilidade incrível de cuidar de cada pessoa e, neste momento, precisa de fazer um trabalho melhor para toda a gente".   

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Uma sondagem realizada pela Public Policy Polling, com 643 eleitores registados, concluiu que se Megan Rapinoe concorresse contra Donald Trump, a futebolista de 34 anos recolhia 42% dos votos contra 41% dos votos do atual presidente. E esta tarde, na Broadway entre os fãs da seleção dos EUA e da capitã havia cartazes a pedir a número 15 (a camisola de Megan) para presidente dos EUA.

 

Com Lusa


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