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Seguranças de Notre-Dame demoraram 30 minutos a chamar bombeiros
Mundo 7 3 min. 18.07.2019

Seguranças de Notre-Dame demoraram 30 minutos a chamar bombeiros

Seguranças de Notre-Dame demoraram 30 minutos a chamar bombeiros

Foto: AFP
Mundo 7 3 min. 18.07.2019

Seguranças de Notre-Dame demoraram 30 minutos a chamar bombeiros

A informação é avançada pelo New York Times, que aponta ainda que Notre-Dame "esteve mais perto do colapso do que as pessoas sabem".

Um alegado erro do pessoal responsável pela segurança atrasou a chamada dos bombeiros em 30 minutos para o incêndio que ocorreu na catedral de Notre-Dame, em Paris, divulgou esta quarta-feira o jornal New York Times.

Segundo o jornal, que garante ter efetuado várias entrevistas e que analisou centenas de documentos, o primeiro alerta de “fogo” surgiu no painel de controlo do monumento às 18h18 locais, no dia 15 de abril.

O alerta levou o funcionário da segurança a entrar em contacto, através de um intercomunicador, com um guarda para verificar a situação, mas este foi para um local errado e, em vez de verificar o estado da cobertura da catedral, como deveria, foi verificar a cobertura de um edifício adjacente, a sacristia.


ECO CLEMENT/UPI/MAXPPP - Flowers are laid before Notre Dame Cathedral after a giant fire was put down in Paris 16 April 2019. French President Emmanuel Macron vowed to rebuild the 13th century building that welcomes tens of millions of worshippers and tourists per year. Photo by Eco Clement/UPI (MaxPPP TagID: maxbestof079521.jpg) [Photo via MaxPPP]
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A missa irá realizar-se numa capela do fundo da catedral que não foi afetada pelo incêndio, mas os participantes, num número reduzido, terão de usar capacetes como medida de proteção.

Este erro, que o jornal diz não se saber se foi o resultado de uma confusão na interpretação do painel de controlo, ou se o guarda não percebeu bem o local para onde ir, levou a pensar inicialmente que se tratava de um falso alarme.

Finalmente, 25 minutos depois de ter sido descartado o incêndio, uma das pessoas encarregadas das instalações deu a ordem para se ir investigar o estado da cobertura da catedral, “uma margem de tempo durante a qual o fogo havia avançado muito rapidamente”, numa zona com muita madeira antiga.

O New York Times também aponta que Notre-Dame "esteve mais perto do colapso do que as pessoas sabem", e apontou a bravura e dedicação dos bombeiros como decisivas para que o monumento, de 850 anos de idade, pudesse ser salvo. "O facto de Notre-Dame ainda estar em pé deve-se apenas aos enormes riscos que os bombeiros correram na terceira e quarta hora do incêndio”, disse o jornal.

Quando os bombeiros chegaram, já perto das 19h00, em Paris, a catedral já estava tomada pelas chamas. "É como começar uma corrida de 400 metros várias dezenas de metros atrás", disse o vice-diretor do Corpo de Bombeiros de Paris, Jean-Marie Gontier, ao Times.O Ministério Público francês anunciou em junho que "nenhum elemento" da investigação preliminar aponta a tese de uma origem criminosa no incêndio que atingiu parte da catedral de Notre Dame, em Paris, em abril.


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Famílias mais ricas de França tinham prometido doar 500 milhões de euros para a reconstrução do icónico monumento.

Outras pistas, são, no entanto, consideradas, incluindo uma avaria do sistema elétrico ou o início de incêndio relacionado com um cigarro mal apagado, explicou o Ministério Público, em comunicado, antes de confiar a continuação das investigações a três juízes de instrução.

Estes juízes têm poderes de investigação mais amplos e, em particular, o poder de acusar eventuais responsáveis de negligência.

Investigadores da brigada criminal realizaram "uma centena de audiências de testemunhas", em particular trabalhadores, guardas e responsáveis de empresas que trabalham no local ou na diocese, "e numerosas constatações".

O incêndio na catedral, em 15 de abril, provocou uma forte emoção e desencadeou um movimento de solidariedade para salvar e restaurar este local emblemático da capital francesa.


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Será a "crème de la crème" das marcas de luxo francesas, como a Louis Vuitton, Gucci, Guerlain, ou Moët & Chandon, entre outros, que irão financiar a reconstrução da mais famosa catedral de França. As três famílias mais ricas de França, entraram numa competição cerrada e, só elas, doaram 500 milhões dos já mais de 700 milhões reunidos para salvar a "Dama de Paris". Em apenas 24 horas.

O monumento, classificado como património mundial pela Unesco, perdeu o seu pináculo, o telhado e parte da abóbada. O Presidente francês, Emmanuel Macron, comprometeu-se em recuperar o monumento num prazo de cinco anos.

Lusa


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