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Segunda cidade de Moçambique destruída pelo ciclone Idai

Segunda cidade de Moçambique destruída pelo ciclone Idai

Foto: dpa
Mundo 1 19.03.2019

Segunda cidade de Moçambique destruída pelo ciclone Idai

Um vídeo feito por um drone mostra como 90% da cidade da Beira foi afetada, por aquilo que é descrito, pela Organização Mereológica Mundial, como "um dos piores desastres climáticos no hemisfério sul".

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) admite que o ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Maláui e Zimbabué, poderá ser "um dos piores desastres climáticos no hemisfério sul", caso se confirmem os números de vítimas mortais estimados pelo Presidente moçambicano.

A passagem do ciclone Idai no centro de Moçambique e as cheias que se seguiram já provocaram, desde quinta-feira mais de 200 mortos, anunciou hoje, na cidade da Beira, o Presidente moçambicano Filipe Nyusi.

O chefe de Estado falava durante uma reunião do Conselho de Ministros realizado na cidade da Beira, parcialmente destruída pelo ciclone.

Os vídeos 360 não têm suporte aqui. Ver o vídeo na aplicação Youtube.

Clare Nullis, porta-voz da da OMM, citada pela ONU News, apontou que "se estas estimativas forem concretizadas, então podemos dizer que este é um dos piores desastres climáticos - relacionado com ciclones tropicais - no hemisfério sul".

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que o ciclone poderá ter provocado mais de mil mortos em Moçambique, estando confirmados atualmente 84.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué provocou pelo menos 222 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos na segunda-feira.

Mais de 1,5 milhões de pessoas foram afetadas pela tempestade naqueles três países africanos.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

Estimativas iniciais do Governo de Maputo apontam para 600 mil pessoas afetadas, incluindo 260 mil crianças.

No Zimbabué, as autoridades contabilizaram pelo menos 82 mortos e 217 desaparecidos, bem como cerca de 1.600 casas e oito mil pessoas afetadas no distrito de Chimanimani, em Manicaland.

No Maláui, as estimativas do Governo apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos, com mais de 920 mil pessoas afetadas nos 14 distritos atingidos pelo ciclone, incluindo 460 mil crianças.



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