Escolha as suas informações

Síria: Pelos menos 18 mortos em bombardeamento da coligação internacional
Mundo 2 min. 28.05.2017

Síria: Pelos menos 18 mortos em bombardeamento da coligação internacional

Síria: Pelos menos 18 mortos em bombardeamento da coligação internacional

REUTERS
Mundo 2 min. 28.05.2017

Síria: Pelos menos 18 mortos em bombardeamento da coligação internacional

Pelo menos 18 pessoas morreram hoje num bombardeamento da aviação da coligação internacional ocorrido a sul da cidade síria de Al Raqa, principal bastião do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Pelo menos 18 pessoas morreram hoje num bombardeamento da aviação da coligação internacional ocorrido a sul da cidade síria de Al Raqa, principal bastião do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

O bombardeamento da coligação internacional foi dirigido contra autocarros na estrada que une a localidade de Ratla e a zona de Al Kasarat, na orla do rio Eufrates, indicou a mesma organização não-governamental (ONG).

A fonte advertiu que o número de mortos pode aumentar, uma vez que há vários feridos graves.

A coligação internacional, que integra dezenas de países e é dirigida pelos Estados Unidos, tem bombardeado posições dos radicais em território sírio desde 23 de setembro de 2014.

Al Raqa foi considerada a capital de facto do autoproclamado Califado pelo grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque em junho de 2014.

As Forças de Siria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por mílicias curdas, desenvolveu uma ofensiva com o objetivo de tomar Al Raqa.

O grupo, que tem o apoio da coligação internacional, encontra-se a três quilómetros da cidade, a partir do lado oriental.

Governo americano diz que vítimas civis no Iraque e Síria são inevitáveis

O secretário da Defesa norte-americano, Jim Mattis, declarou hoje, em Washington, que as vítimas civis são inevitáveis na guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), mas os Estados Unidos "farão todo o possível para as evitar".

Os Estados Unidos e uma coligação internacional têm em curso, desde 2014, bombardeamentos aéreos no Iraque e na Síria contra o EI, que, segundo organizações não-governamentais (ONG), provocam cada vez mais vítimas civis.

"Estas vítimas são um facto da vida neste tipo de situações", declarou Mattis à estação de televisão CBS.

"Mas os Estados Unidos farão tudo o que é humanamente possível, compatível com as necessidades militares, para as evitar", acrescentou.

Segundo algumas ONG, o aumento das vítimas civis - negado pelo Pentágono - resulta da vontade da administração Trump acelerar o combate contra os jihadistas e "aniquilá-los".

"Nós não alterámos as regras das operações de bombardeamento", disse hoje o governante norte-americano.

A coligação reconheceu oficialmente que foram mortos mais de 450 civis nos bombardeamentos desde o início da campanha.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.


Notícias relacionadas

O Estado Islâmico resiste à ofensiva apoiada pelos EUA
As forças democráticas sírias (FDS), coligação de forças árabes e curdas apoiada pelos norte-americanos, tinham anunciado previamente a sua vitória sobre o EI "nos próximos dias", mas os jihadistas, localizados numa pequena aldeia a menos de um quilómetro e meio de Bagouz, mostraram uma resistência feroz.