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Síria. Ataque aéreo mata 18 civis, incluindo crianças
Mundo 3 min. 16.01.2020 Do nosso arquivo online

Síria. Ataque aéreo mata 18 civis, incluindo crianças

Síria. Ataque aéreo mata 18 civis, incluindo crianças

AFP
Mundo 3 min. 16.01.2020 Do nosso arquivo online

Síria. Ataque aéreo mata 18 civis, incluindo crianças

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
ONG já alertou que "morre uma criança por dia" na província síria de Idlib, devido à ofensiva governamental.

Pelo menos 18 pessoas, entre os quais crianças, foram mortas no ataque aéreo da ofensiva das forças de Bashar Al-Assad, anulando, assim, o suposto cessar-fogo na última província de oposição da Síria. O acordo para pôr fim aos ataques aéreos e terrestres deveria ter entrado em vigor em 12 de Janeiro, mas nunca se concretizou. 

Os primeiros ataques realizados pela força aérea síria e seus aliados russos atingiram um mercado e uma zona industrial na cidade de Idlib, destruindo vários edifícios e incendiando carros. 

Crianças e profissionais das forças de salavamento estão entre os mortos, escreveu o The Guardian, a partir do relato do Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR), com sede no Reino Unido. A província de Idlib tem sido cada vez mais alvo de bombardeamentos nas últimas semanas, após vários cessar-fogos falhados, mediados pela Rússia e Turquia, nos últimos 18 meses. 

As forças governamentais estão a sete quilometros da principal cidade rebelde de Maaret al-Numan, após fortes confrontos na noite de quarta-feira, 15, que mataram pelo menos 22 combatentes rebeldes, na sua maioria do Hayat Tahrir al-Sham, ex-Al-Qaeda, que se tornou o grupo militante dominante em Idlib. 

Dezessete soldados do governo e combatentes aliados também foram mortos nos combates, disse a SOHR. A população de Idlib cresceu de 1 milhão de pessoas em 2011 para aproximadamente 3 milhões, inchada por ondas de sírios de áreas retomadas por Assad no decorrer da guerra dos nove anos. 

Não há nenhum lugar seguro para irem a menos que a Turquia reabra a sua fronteira aos refugiados. "Vivemos aqui sem saber se existe realmente uma trégua ou se é só nos meios de comunicação. No chão, não há tréguas. As pessoas têm medo, os mercados estão vazios", disse Sari Bitar, um engenheiro de 32 anos que vive na cidade de Idlib, à Agence France-Presse, citado pelo The Guardian. 

"A Síria está agora limitada a esta área geográfica, que está ficando menor a cada dia". De acordo com a agência de coordenação humanitária das Nações Unidas, OCHA, quase 350.000 pessoas fugiram de suas casas somente desde dezembro, elevando o número total de desalojados nos últimos nove meses para quase 750.000. 

A maioria deixou os limites sul do território e deslocou-se para o norte, onde milhares de pessoas estão agora acampadas em condições geladas de inverno, com abrigo, comida ou medicamentos completamente inadequados, na fronteira com a Turquia. 

Pelo menos 68 instalações médicas foram bombardeadas desde que a nova ofensiva governamental começou em abril do ano passado, de acordo com o Sindicato das Organizações de Assistência Médica e Socorro, assim como escolas e mercados lotados.

"Morre uma criança por dia"

AFP

“De 20 de dezembro de 2019 ao dia 07 de janeiro, 36 crianças em Idlib foram assassinadas, segundo dados do grupo Hurras, associado da Save the Children, incluindo nove crianças na primeira semana de 2020″, refere a organização não-governamental.

“Uma criança assassinada por dia não é aceitável”, frisa Sónia Khush, da direção da Save the Children para a Síria, ressalvando que os “números são provisórios” e que podem aumentar.



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