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"Só Deus me vai tirar da cadeira presidencial", diz Jair Bolsonaro
Mundo 2 min. 16.04.2021

"Só Deus me vai tirar da cadeira presidencial", diz Jair Bolsonaro

"Só Deus me vai tirar da cadeira presidencial", diz Jair Bolsonaro

Foto: Marcos Correa/Palacio Planalto/d
Mundo 2 min. 16.04.2021

"Só Deus me vai tirar da cadeira presidencial", diz Jair Bolsonaro

O Presidente brasileiro reagiu desta forma à possibilidade de um processo de impeachment para a sua destituição.

O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou na noite de quinta-feira que "só Deus" pode tirá-lo da presidência, referindo-se à possibilidade de um processo de destituição. Isto acontece quando sobe a pressão de uma possível candidatura de Lula da Silva.


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Na sua declaração semanal, através das redes sociais, o governante de direita recordou que a juíza do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmen Lucia Antunes deu um prazo de cinco dias para que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, explicasse a razão pela qual não analisou as quase cem petições de impeachment contra Bolsonaro. Segundo a legislação, cabe a Lira autorizar ou não o processo de destituição do presidente.

"Acredito realmente que algo de muito errado está a acontecer há muito tempo no Brasil", afirmou Bolsonaro, que acrescentou que vai analisar a informação e esperar pelo pronunciamento de Lira, um dos seus aliados no parlamento, para saber se "vão ou não abrir o processo".

"Não quero antecipar, nem falar do que penso, só digo uma coisa: só Deus me tirará da cadeira presidencial", defendeu. "Ele vai tirar-me, obviamente, tirando-me a vida. Fora isso, pelo que estamos a ver no Brasil não vai acontecer", considerou.

A decisão do magistrado do STF vem depois de um advogado ter apresentado uma ação judicial para exigir que o presidente da Câmara analise os pedidos de impeachment contra Bolsonaro. A determinação de Carmen Lucia Antunes é meramente formal.

Na mesma linha, na quarta-feira passada, o plenário do mais alto tribunal brasileiro confirmou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as ações e possíveis omissões do governo na gestão da pandemia, apesar da oposição do presidente.

No mesmo dia, Bolsonaro disse que o seu país era um "barril de pólvora", expressando uma vez mais o seu desacordo com as medidas tomadas pelos governos regionais e locais para conter o coronavírus.

As políticas do Governo brasileiro para combater a pandemia são rejeitadas pelas autoridades locais, pelos membros da comunidade científica e pelos governos dos países vizinhos, que tiveram de reforçar os seus protocolos de biossegurança e restrições face à chegada da variante brasileira, o que provocou um aumento de casos e mortes na região.

Esta semana, um estudo na revista científica Science culpou o Governo brasileiro pelo avanço da pandemia covid-19, que já causou 365 mil mortes e 13,7 milhões de casos.

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