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Ryanair. Tripulantes de cabine da Ryanair iniciam nova greve em Espanha
Mundo 07.08.2022
Aviação

Ryanair. Tripulantes de cabine da Ryanair iniciam nova greve em Espanha

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Ryanair. Tripulantes de cabine da Ryanair iniciam nova greve em Espanha

Foto: AFP
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Ryanair. Tripulantes de cabine da Ryanair iniciam nova greve em Espanha

Lusa
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As greves visam "obrigar a Ryanair a cumprir a lei espanhola", dizem os sindicatos, segundo os quais estão em causa direitos laborais, como atualizações salariais, férias e períodos de descanso.

A tripulação de cabine da Ryanair, em Espanha, inicia, na segunda-feira, a terceira greve do verão, convocada novamente pelos sindicatos USO e SITCPLA, devido à recusa da companhia aérea irlandesa em retomar as negociações do novo Acordo coletivo.

A greve, que se vai prolongar até 07 de janeiro de 2023, vai decorrer através de paragens semanais de 24 horas, entre segunda a quinta-feira, para as quais são convocados cerca de 1.600 trabalhadores das empresas Ryanair, Crewlink e Workforce.


Greves na Ryanair durante os próximos cinco meses
Greves em junho e julho levaram ao cancelamento de mais de 300 voos da Ryanair, com origem ou destino nos aeroportos espanhóis.

A greve dos tripulantes de cabine da Ryanair cancelou 319 voos com origem ou destino em Espanha nos meses de junho e julho e provocou atrasos em 3.700 ligações, segundo os sindicatos que convocaram o protesto.

Segundo os sindicatos, em junho e julho a Ryanair despediu 11 tripulantes de cabine "por exercerem o seu direito à greve", algo que a empresa nega.

Os representantes dos trabalhadores condenaram também o Ministério do Trabalho espanhol que, nas palavras de um dirigente do sindicato USO, Ernesto Iglesias, "não deu sinais de vida" nas semanas da última greve e não se quis assumir como mediador no conflito.

O mesmo sindicalista, numa declaração enviada na ocasião aos meios de comunicação social, afirmou que a Ryanair usou trabalhadores de bases que tem fora de Espanha para "furar a greve", em desrespeito pela legislação espanhola, o que foi comunicado à inspeção de trabalho e deverá resultar numa sanção à companhia aérea.


Ryanair anuncia lucro de 170 milhões de euros no primeiro trimestre
A companhia low cost sublinhou que a recuperação foi acompanhada por um "forte" crescimento do tráfego entre abril e junho.

As greves visam "obrigar a Ryanair a cumprir a lei espanhola", dizem os sindicatos, segundo os quais estão em causa direitos laborais associados a atualizações salariais, férias, folgas e períodos de descanso.

Segundo os sindicatos, há salários na Ryanair que não atingem o salário mínimo espanhol e sublinham que isto mesmo foi confirmado por inspeções das autoridades do trabalho em bases da companhia aérea irlandesa em Espanha.

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