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Rússia usará armas nucleares em caso de "ameaça existencial"
Mundo 2 min. 23.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Rússia usará armas nucleares em caso de "ameaça existencial"

Dimitri Peskov, porta-voz do Kremlin.
Guerra na Ucrânia

Rússia usará armas nucleares em caso de "ameaça existencial"

Dimitri Peskov, porta-voz do Kremlin.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 23.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Rússia usará armas nucleares em caso de "ameaça existencial"

Redação
Redação
O porta-voz do Kremlin, em entrevista à CNN Internacional, reafirmou também que a Rússia mantém as condições para retirar as tropas do território ucraniano.

Moscovo apenas vai usar armas nucleares na Ucrânia no caso de uma "ameaça existencial" contra a Rússia, disse esta quarta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, numa entrevista à CNN Internacional.

A jornalista da CNN Internacional Christiane Amanpour pediu a Dmitry Peskov que dissesse se estava "confiante" ou "convencido" de que o Presidente russo, Vladimir Putin, de quem é muito próximo, não usaria armas nucleares em território ucraniano.

"Temos uma doutrina de segurança interna. É pública. Pode ler lá todas as razões para o uso de armas nucleares. E se é uma ameaça existencial ao nosso país, então podem ser usadas no âmbito da nossa doutrina", afirmou.  


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O Ministério da Defesa ucraniano adiantou ainda que "não foram observadas alterações significativas na posição e natureza das ações das forças de defesa no último dia".

O exército russo encontrou uma resistência inesperada das forças de segurança ucranianas desde o início da guerra.

De acordo com o Pentágono, o exército da Ucrânia, que detém o controlo dos grandes centros urbanos, esteve mesmo em condições nos últimos dias de levar a cabo algumas contra-ofensivas que lhe permitiram, em particular no sul, recuperar terreno às tropas russas.

Especialistas militares acreditam que o Exército russo está a sofrer de problemas logísticos e de comunicação, mas, na entrevista, o porta-voz do Kremlin negou que isso estivesse a acontecer, afirmando que a operação decorre conforme o que foi planeado, mesmo que já decorra quase um mês desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. "Ninguém partiria do princípio que seria uma operação que duraria apenas alguns dias, é uma operação séria com objetivos sérios", disse.

Quando questionado sobre o que Vladimir Putin considerava já ter conseguido até agora na Ucrânia, Peskov respondeu: "Bem, antes de mais, ainda não. Ainda não conseguiu".

O porta-voz do Kremlin reafirmou que o presidente russo pretende alcançar são as quatro exigências que já foram afirmadas no início da invasão e que para as autoridades russas correspondem aos "principais objetivos da operação". Ou seja, "livrar-se do potencial militar da Ucrânia", assegurar que volte a ser um "país neutro", acabar com os "batalhões nacionalistas", e que a Ucrânia aceite que a Crimeia - anexada pelo poder de Moscovo em 2014 - é parte da Rússia e que os estados separatistas de Lugansk e Donetsk "já são estados independentes".


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A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 953 mortos e 1.557 feridos entre a população civil, incluindo mais de 180 crianças, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,53 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

(Com Lusa)

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