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Rússia quer obrigar taxistas a enviar dados pessoais de passageiros
Mundo 2 min. 12.05.2022
Opressão

Rússia quer obrigar taxistas a enviar dados pessoais de passageiros

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Rússia quer obrigar taxistas a enviar dados pessoais de passageiros

Foto: Roman Bekasov / Pixabay
Mundo 2 min. 12.05.2022
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Rússia quer obrigar taxistas a enviar dados pessoais de passageiros

AFP
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O projeto de lei, publicado esta quarta-feira no website da Duma, quer legislar o acesso em tempo real aos dados dos passageiros de táxi.

A Rússia quer forçar os táxis a entregar os dados dos passageiros aos serviços de segurança russos (FSB) em tempo real, de acordo com uma proposta apresentada na Câmara Baixa do Parlamento.

O documento elaborado pelo governo e publicado na quarta-feira à noite no website da Duma, prevê que os serviços de táxi, que são populares na Rússia e utilizados através de aplicações móveis, serão obrigados a dar à FSB acesso em tempo real às bases de dados utilizadas nos pedidos de transporte.


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"Esta é uma medida muito difícil de implementar. Mas isso não significa que não seja necessária", disse Adalbi Shkhagochev, membro da comissão de segurança e combate à corrupção da Duma, à agência noticiosa Ria Novosti, sublinhando que se trata de uma questão de "segurança" nacional.

Acesso a dados ainda requer pedido formal

Até agora, o FSB podia obter esta informação se apresentasse um pedido formal às empresas, que tinham 30 dias para responder, segundo a presidente do Conselho Civil para o Desenvolvimento dos Táxis nas regiões russas, Irina Zaripova.

"Muitos temem que a FSB possa receber informações sobre passageiros em tempo real em qualquer altura", afirmou à estação de rádio russa Kommersant FM em finais de março, quando a ideia foi sugerida pela primeira vez pelo Ministério dos Transportes russo.

"Mas quando se trata de segurança nacional, muitas vezes há situações em que algo aconteceu e os agentes do FSB precisam de ter estes dados praticamente dentro de uma hora para resolver um crime ou preveni-lo", explicou, assegurando que "ninguém vai estar a monitorizar estes dados de manhã à noite".

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A Rússia apertou ainda mais as restrições às liberdades civis desde o início da sua ofensiva na Ucrânia, a 24 de fevereiro, nomeadamente com o bloqueio dass populares redes sociais Instagram, Facebook e Twitter . Além disso, o país tomou medidas legais contra o grupo Meta, acusando-o de espalhar "apelos à morte" de russos.

O país também reforçou o seu arsenal legislativo, que agora permite pesadas multas ou penas de prisão para quem for considerado culpado de "desacreditar" o exército russo ou publicar "informações falsas" sobre a guerra.

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