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Rússia. Mais de mil detidos em protestos contra "mobilização parcial"
Mundo 6 21.09.2022
Guerra na Ucrânia

Rússia. Mais de mil detidos em protestos contra "mobilização parcial"

Manifestação em São Petersburgo
Guerra na Ucrânia

Rússia. Mais de mil detidos em protestos contra "mobilização parcial"

Manifestação em São Petersburgo
AFP
Mundo 6 21.09.2022
Guerra na Ucrânia

Rússia. Mais de mil detidos em protestos contra "mobilização parcial"

Redação
Redação
Manifestações aconteceram em 38 cidades do país. São os maiores protestos desde que a Rússia anunciou a invasão da Ucrânia.

Pelo menos 1.026 pessoas foram detidas esta quarta-feira na Rússia, durante manifestações espontâneas contra a mobilização parcial para a ofensiva na Ucrânia. 

Segundo a OVD-Info, uma organização especializada na contagem de detenções, as mobilizações tiveram lugar em pelo menos 38 cidades de todo o país. 

Estes são os maiores protestos na Rússia desde os que se seguiram ao anúncio da ofensiva de Moscovo na Ucrânia, no final de fevereiro.

Contas das redes sociais ligadas à oposição na Rússia, entre as quais a do dirigente da oposição Alexei Navalny, difundiram vídeos dos protestos.

O ministério público de Moscovo já avisou de que a participação em tais manifestações ou a mera difusão das respetivas convocatórias poderá constituir crime, depois de terem sido publicados na internet os primeiros apelos para protestar contra o envio de militares na reserva em idade de combate para a guerra na Ucrânia. As autoridades russas não permitem qualquer concentração contrária às diretrizes do Governo.


Russos esgotam voos para sair do país após anúncio de mobilização de Putin
O Presidente russo anunciou uma "mobilização parcial" para combater na Ucrânia. A população respondeu com uma vontade imediata de sair da Rússia para evitar a guerra.

O decreto de Putin estipulou que o número de pessoas convocadas para o serviço militar ativo seria determinado pelo Ministério da Defesa, e o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse numa entrevista televisiva que 300.000 reservistas com experiência relevante de combate e serviço serão inicialmente mobilizados.

Além da convocação de protestos, a Rússia tem também assistido a um acentuado êxodo de cidadãos desde que Putin ordenou que o exército invadisse a Ucrânia, há quase sete meses.

No discurso que hoje de manhã proferiu ao país, em que anunciou uma mobilização parcial dos reservistas, o Presidente russo também fez uma ameaça nuclear velada aos inimigos russos do Ocidente.

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