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Rússia critica "hipocrisia" de novas sanções ocidentais devido à Ucrânia
Mundo 16.03.2019

Rússia critica "hipocrisia" de novas sanções ocidentais devido à Ucrânia

Sergei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

Rússia critica "hipocrisia" de novas sanções ocidentais devido à Ucrânia

Sergei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros.
Foto: AFP
Mundo 16.03.2019

Rússia critica "hipocrisia" de novas sanções ocidentais devido à Ucrânia

Incidente naval no ano passado entre russos e ucranianos está na origem das sanções.

A Rússia criticou hoje as novas sanções ocidentais contra vários dos seus responsáveis devido ao seu papel num incidente naval ocorrido no ano passado ao largo da Ucrânia, prometendo reagir ao ato que classificou como "hostil".

"O pretexto de incluir os nossos compatriotas na lista de sanções ilegítimas da UE (União Europeia) confunde pela hipocrisia e cinismo", considera o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado.

Numa declaração anterior na sexta-feira à noite, o ministério assegurava que a Rússia "não deixará sem resposta o ato hostil da UE".

"Não podemos ignorar que esta decisão ocorre pouco antes da eleição presidencial na Ucrânia", marcada para 31 de março, adiantou o ministério.

Os Estados Unidos, em acordo com a União Europeia, a Austrália e o Canadá, impuseram na sexta-feira novas sanções contra responsáveis russos pela "continuação da sua agressão na Ucrânia", segundo um anúncio do Tesouro norte-americano.

Seis responsáveis foram colocados na 'lista negra' pela apreensão de navios ucranianos no estreito de Kertch ao largo da Crimeia, em novembro de 2018, e pelo seu apoio aos rebeldes separatistas do leste da Ucrânia. As sanções congelam os bens das pessoas designadas e proíbem qualquer atividade comercial com os visados.

Seis grupos de defesa com operações na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e duas empresas de construção e de energia são igualmente visados pelas sanções.

Moscovo considera que o incidente, que levou à detenção de 24 marinheiros ucranianos, se deve a uma "provocação" de Kiev.

Os marinheiros arriscam até seis anos de prisão por passagem ilegal das fronteiras russas, consideram os advogados.

Lusa

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