Escolha as suas informações

Rússia admite morte de 1.351 dos seus soldados desde o início da invasão à Ucrânia
Mundo 25.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Rússia admite morte de 1.351 dos seus soldados desde o início da invasão à Ucrânia

Sergei Rudskoi, representante superior do Estado-Maior General, o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, e Mikhail Mizintsev, chefe do Centro de Controlo da Defesa Nacional Russa.
Guerra na Ucrânia

Rússia admite morte de 1.351 dos seus soldados desde o início da invasão à Ucrânia

Sergei Rudskoi, representante superior do Estado-Maior General, o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, e Mikhail Mizintsev, chefe do Centro de Controlo da Defesa Nacional Russa.
Foto: AFP
Mundo 25.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Rússia admite morte de 1.351 dos seus soldados desde o início da invasão à Ucrânia

Lusa
Lusa
A Rússia reconheceu esta sexta-feira a morte de 1.351 dos seus soldados desde o início da ofensiva militar na Ucrânia em 24 de fevereiro, e acusou os países ocidentais de cometerem “um erro” ao entregarem armas a Kiev.

“No decurso da operação militar especial, foram mortos 1.351 militares e 3.825 feridos”, declarou em conferência de imprensa o adjunto do chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Serguei Rudskoi.

Este número divulgado pelo estado-maior russo é quase três vezes superior ao emitido pelo Ministério da Defesa em 2 de março, quando se referiu a 498 baixas. Por seu lado, Kiev tem-se referido a perdas muito mais pesadas nas fileiras do exército russo.


Um homem foge com os seus pertences durante um bombardemento na cidade nordeste de Kharkiv.
Cerca de 13 milhões de pessoas retidas na Ucrânia e sem meios para fugir
Cerca de 13 milhões de pessoas estão retidas em áreas afetadas pelo conflito na Ucrânia e sem meios para fugir devido, entre outras coisas, à destruição de estradas e pontes.

Rudskoi também considerou um “grave erro” a entrega de armas a Kiev pelos países ocidentais. “Vai prolongar o conflito, aumentar o número de vítimas e não terá qualquer influência no desfecho da operação”, declarou.

Em simultâneo, acrescentou que a Rússia “responderá em consequência” caso a NATO decida pôr em prática uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, que Kiev solicita sem sucesso desde há semanas.

Por sua vez, a Rússia acolheu 419.736 refugiados da Ucrânia desde o início da operação, revelou Mikhail Mizintsev, diretor do Centro nacional russo de gestão da defesa, no decurso da mesma reunião com os media.

“O exército russo vai prosseguir esta operação militar especial até que todos os objetivos sejam atingidos”, assegurou ainda o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konachenkov.


Os soldados das forças militares ucranianas num checkpoin, perto de Kharkiv.
"Palynytsya", a palavra usada para detetar espiões russos na Ucrânia
Os controlos são às centenas na Ucrânia, cada condutor tem de entregar documentos e sujeitar-se à revista pontual na 'caça' de espiões russos. Quando os guardas desconfiam, há uma palavra-passe que denuncia quem a diz, “palynytsya”.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, mais de 1.000 mortos, incluindo 90 crianças, e mais de 1.500 feridos, dos quais 118 são menores.

O conflito também provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,7 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas