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Rússia acordou produção de vacina com Itália, Espanha, França e Alemanha
Mundo 2 min. 15.03.2021 Do nosso arquivo online

Rússia acordou produção de vacina com Itália, Espanha, França e Alemanha

Rússia acordou produção de vacina com Itália, Espanha, França e Alemanha

Foto: AFP
Mundo 2 min. 15.03.2021 Do nosso arquivo online

Rússia acordou produção de vacina com Itália, Espanha, França e Alemanha

Lusa
Lusa
O Fundo Soberano Russo, proprietário da vacina contra a covid-19 Sputnik V, anunciou esta segunda-feira ter feito acordos de produção “com empresas da Itália, Espanha, França e Alemanha” enquanto aguarda pela aprovação do medicamento na União Europeia.

“Existem atualmente outras negociações em andamento para aumentar a produção na UE. Isso vai permitir que o fornecimento da Sputnik V ao mercado único europeu comece assim que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) a aprovar”, disse o presidente do Fundo, Kirill Dmitriev.

O responsável, que financiou o desenvolvimento da vacina, não indicou o nome dos grupos europeus com os quais foram firmados acordos.

No dia 9 de março, foi anunciado um primeiro acordo em Itália, com a farmacêutica italo-suíça Adienne, que produzirá a vacina na Lombardia.

A Sputnik V ainda não está autorizada na União Europeia, mas já deu um passo nesse sentido apresentando o pedido que deu início à sua análise pela EMA.

Após o anúncio de que a agência europeia ia iniciar o processo, as autoridades russas disseram que estariam prontas para fornecer vacinas a 50 milhões de europeus a partir de junho.

Dmitriev acrescentou hoje que a Rússia também está pronta para “iniciar o fornecimento de países da UE que autorizem a Sputnik V independentemente” da EMA, como já fez a Hungria.

Segundo Kiril Dmitriev, a Rússia já vacinou 3,5 milhões de pessoas com as duas doses da Sputnik V, sendo que “nenhum outro país europeu vacinou totalmente [com duas doses] sequer três milhões de pessoas”.

Dimítriev garantiu que a Rússia está, em conjunto com a China, os Estados Unidos, a Índia e Israel, entre os cinco países que imunizaram totalmente mais pessoas.

No início deste mês, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que mais de quatro milhões de pessoas tinham recebido pelo menos a primeira dose desta vacina.

Posteriormente, a vice-primeira-ministra, Tatiana Gólikova, responsável pela luta contra a pandemia do coronavírus na Rússia, especificou que 2,5 milhões de russos haviam sido vacinados com as duas doses.

A Rússia iniciou a campanha de imunização em massa em janeiro, contando, atualmente, com três vacinas: a Sputnik V, a EpiVacCorona e a CoviVac.

Os cientistas russos também começaram já a fazer testes clínicos da Sputnik Light, uma vacina de dose única com eficácia estimada em 85%.

Gólikova já tinha anunciado que no primeiro semestre a Rússia pretendia fabricar 88 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus, 83 milhões das quais da Sputnik V.

A Agência Europeia de Medicamentos deu início ao processo de avaliação da vacina russa no início de março, etapa que deve levar a uma licença para o seu uso no território da União Europeia.

O Fundo Russo de Investimento Direto fechou contratos com uma dezena de laboratórios farmacêuticos do Brasil, China, Irão, Sérvia e Coreia do Sul para a produção, fora da Rússia, de cerca de 1,4 mil milhões de doses.

O desenvolvimento da vacina foi confiado a instituições estatais e é considerado por Moscovo como um sucesso histórico da Rússia.

A escolha do nome também é altamente simbólica, já que visa fazer uma homenagem ao primeiro satélite colocado em órbita em pela URSS, 1957, lembrando o feito científico, mas também o revés histórico para o rival norte-americano.

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