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Rouhani volta a avisar Trump
Mundo 2 min. 23.07.2018

Rouhani volta a avisar Trump

Rouhani volta a avisar Trump

Foto: AFP
Mundo 2 min. 23.07.2018

Rouhani volta a avisar Trump

"A paz com o Irão será a mãe de toda a paz, mas a guerra será a mãe de todas as guerras", afirmou o presidente iraniano perante diplomatas.

Dois meses depois de os Estados Unidos se terem afastado do acordo nuclear com o Irão, Hassan Rouhani, presidente iraniano, que já antes deixara alertas ao líder norte-americano, voltou a avisar Donald Trump. "A paz com o Irão será a mãe de toda a paz, mas a guerra será a mãe de todas as guerras", destacou, durante um encontro com diplomatas iranianos em Teerão, citado pela IRNA, a agência noticiosa oficial iraniana.

"Senhor Trump, não brinque com a cauda do leão, isso só poderá fazê-lo arrepender-se. Não está em posição de incitar o povo do Irão contra os seus próprios interesses e segurança", acrescentou Rouhani, referindo-se à resistência que Trump mostrou perante os esforços internacionais desenvolvidos para que reconsiderasse a sua posição acerca do tratado sobre a questão nuclear e ainda acerca de uma campanha que estará em curso para semear a revolta entre os iranianos.

  Os iranianos admitem mesmo que a Administração Trump possa estar a ponderar uma invasão militar e, também por isso, o aviso de Rouhani voltou a ser feito.  

De acordo com a agência Reuters, vários atuais e antigos agentes dos serviços secretos admitiram que a Administração Trump tem procurado desacreditar o regime iraniano através da internet com comentários negativos acerca da vida na sociedade iraniana. 

Um dos exemplos citados foi o do secretário de Estado, Mike Pompeo, cujas referências à ausência de direitos para as mulheres são indicadores nesse sentido. Ao mesmo tempo, Pompeo nada referiu sobre outras sociedades de países do Médio Oriente onde as mulheres são discriminadas como a Arábia Saudita ou outros países do Golfo Pérsico. 

Entretanto, tendo o presidente dos Estados Unidos admitido que países cujo apoio fosse mantido ao Irão apesar das sanções de que os iranianos são alvo poderiam também sofrer sanções, a Índia aparece numa primeira linha de candidatos. "Não reconhecemos sanções unilaterais, apenas aquelas que são definidas pelas Nações Unidas", defendeu o indiano Sunjay Sudhir, secretário de Estado adjunto para a cooperação internacional, citado pela CNN. O Irão é, depois do Iraque e da Arábia Saudita, o terceiro maior fornecedor de petróleo do Estado indiano. 


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