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Resposta do Ocidente a ataque nuclear "aniquilaria" exército russo
Mundo 2 min. 13.10.2022
Guerra na Ucrânia

Resposta do Ocidente a ataque nuclear "aniquilaria" exército russo

Guerra na Ucrânia

Resposta do Ocidente a ataque nuclear "aniquilaria" exército russo

Foto: AFP
Mundo 2 min. 13.10.2022
Guerra na Ucrânia

Resposta do Ocidente a ataque nuclear "aniquilaria" exército russo

Lusa
Lusa
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, pediu a Vladimir Putin para que não utilize o “bluff” para fazer ameaças.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, advertiu hoje que um potencial ataque nuclear da Rússia à Ucrânia desencadearia uma “resposta militar” ocidental tão “poderosa” que “aniquilaria” o exército russo.

Ao discursar numa reunião dos ministros da Defesa do Conselho do Atlântico Norte (NAC), que decorre em Bruxelas, Borrell pediu ao Presidente russo, Vladimir Putin, para que não utilize o “bluff” para fazer ameaças.

“Putin não se pode dar ao luxo de fazer ‘bluff’. Tem de perceber que quem apoia a Ucrânia – a UE [União Europeia], Estados Unidos e NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] – não está a fazer ‘bluff’. Qualquer ataque nuclear contra a Ucrânia provocaria uma resposta, não nuclear, mas uma resposta militar tão poderosa que o exército russo seria aniquilado”, frisou Borrell.


Rússia diz que adesão ucraniana à NATO levará à terceira guerra mundial
“Toda a natureza suicida desta etapa [adesão da Ucrânia] é compreendida pelos próprios membros da NATO”, disse o secretário adjunto do Conselho de Segurança da Federação Russa, Alexander Venediktov.

Um pouco antes, ao chegar à sede da NATO, o chefe da diplomacia europeia aproveitou para anunciar que, na próxima semana, a UE aprovará um novo financiamento que elevará o apoio militar à Ucrânia para “mais de 3.000 milhões” de euros desde o início do conflito.

“Venho informar os membros da NATO que vamos aprovar, espero que na próxima segunda-feira, no Luxemburgo, uma nova parcela do nosso apoio militar às forças armadas ucranianas”, declarou o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.

No total, a UE terá dedicado “mais de 3.000 milhões de dólares (cerca de 3.080 milhões de euros) em recursos do Fundo Europeu de Apoio à Paz”, acrescentou, antes da reunião com os ministros da Defesa dos 30 Estados-membros da NATO. 

Desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, os europeus já destinaram 2.500 milhões de euros da doação de 5.700 milhões de euros de um fundo criado fora do orçamento europeu para financiar entregas de armas à Ucrânia. 

Ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 reunidos no Luxemburgo  

A nova parcela será de 500 milhões, disse uma fonte europeia, citada pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da UE reunir-se-ão segunda-feira no Luxemburgo para endossar o novo financiamento e lançar uma importante missão militar para ajudar as tropas ucranianas a enfrentar as forças invasoras russas.

A nova missão militar também será financiada pelo Mecanismo Europeu de Apoio à Paz e deve permitir dar, “inicialmente”, instrução militar a 15.000 soldados ucranianos, acrescentou a AFP.

O acordo político alcançado quarta-feira pelos embaixadores dos 27 Estados-membros junto da UE em Bruxelas prevê uma sede para as missões e centros de instrução em cada Estado-membro que os organizará. A Polónia e a Alemanha manifestaram disponibilidade para acolher a sede.

Os membros da NATO comprometeram-se a fornecer à Ucrânia sistemas de defesa antiaérea e antimísseis, algo que exige vários meses de treino para um uso adequado

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