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Residente no Luxemburgo de férias em Paris. "Foi uma sorte termos mudado de planos"
Mundo 3 min. 15.04.2019

Residente no Luxemburgo de férias em Paris. "Foi uma sorte termos mudado de planos"

Residente no Luxemburgo de férias em Paris. "Foi uma sorte termos mudado de planos"

Foto: AFP
Mundo 3 min. 15.04.2019

Residente no Luxemburgo de férias em Paris. "Foi uma sorte termos mudado de planos"

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Katiane Gelsleuchter, brasileira residente no Luxemburgo, está de visita a Paris e relatou ao Contacto o que conseguir ver e saber sobre o incêndio que deflagrou esta segunda na catedral de Notre-Dame.

A expressão "um mal nunca vem só" serve bem para caracterizar as férias de Katiane Gelsleuchter, brasileira de 36 anos a residir e trabalhar no Luxemburgo há um ano. Recém-chegada de Itália com a família, onde lhes assaltaram o carro, em Paris já não vai conseguir visitar umas das mais famosas catedrais góticas da Europa, a Notre-Dame. Mas no fundo "foi uma sorte termos mudado de planos e ir hoje ao Louvre. Sorte porque estaríamos na Notre-Dame na hora do incêndio", desabafa ao Contacto. 

A brasileira, que chegou domingo à noite a Paris em turismo com o marido, os dois filhos e alguns tios e primos que se juntaram do Brasil, planeava visitar a a catedral francesa ao final da tarde desta segunda-feira mas decidiu mudar os planos à última da hora. "Como o Louvre está fechado à terça, resolvemos antes ir ao museu na segunda. Não imagino o que pudesse ter acontecido se tivéssemos ido à catedral àquela hora. Foi uma coincidência", conta consternada. 

Instalada num alojamento Airbnb (plataforma online de arrendamento temporário) em Aubervilliers, a 7 quilómetros do centro, na periferia de Paris, diz que apenas vê algum fumo e que a cidade parece, apesar de tudo, aparentemente calma. A viagem em família vai continuar até terça à noite, quando regressará ao Luxemburgo com o marido e os dois filhos. 

"Estamos em Paris com a roupa do corpo"

Juntamente com a família, esta trabalhadora freelancer na área da assessoria e cidadania luxemburguesa planeia ficar em Paris até terça-feira. Ainda quer "ver a catedral de perto", ver o edifício por fora ou o que resta dele, já que perdeu qualquer esperança de o ver por dentro. "É muito triste ver um monumento destes ser destruído pelo fogo", lamenta.

O périplo pela Europa teve alguns percalços. Como se não bastasse o incêndio, o carro de Katiane foi assaltado no domingo em Roma, enquanto a família visitava o Vaticano. "Partiram-nos o vidro do carro, roubaram-nos tudo o que lá estava, incluindo a bagagem com roupa, mochilas, tudo. Estamos em Paris com a roupa do corpo, mas graças ao Louvre estamos bem", remata aliviada.

As chamas deflagraram na tarde desta segunda-feira na catedral gótica de Notre-Dame, na capital parisiense. Ao local acorreram várias viaturas dos bombeiros e de emergência médica e a zona foi isolada pela polícia. A situação poderá estar "potencialmente ligada" aos trabalhos de reabilitação do edifício. 

De Juncker a Donald Trump, as reações ao incêndio não se fizeram esperar. Também o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron. 

Notre Dame está classificada como Património Mundial da Humanidade pela Unesco desde 1991. A diretora-geral do organismo manifestou já solidariedade com França na salvaguarda e restauro do monumento.


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