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Reino Unido. Restauração e comércio não-essencial reabrem esta segunda-feira
Mundo 2 min. 12.04.2021

Reino Unido. Restauração e comércio não-essencial reabrem esta segunda-feira

Reino Unido. Restauração e comércio não-essencial reabrem esta segunda-feira

Foto: AFP
Mundo 2 min. 12.04.2021

Reino Unido. Restauração e comércio não-essencial reabrem esta segunda-feira

Bloomberg
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Os dois setores estavam de portas fechadas desde janeiro.

O setor da restauração e o comércio não-essencial no Reino Unido voltam esta segunda-feira a abrir portas após mais de três meses encerrados. No caso da restauração a abertura está apenas limitada aos espaços que possuem esplanada. 

Nas últimas semanas, os retalhistas têm estado a preparar a reabertura com as novas coleções para o tempo quente, enquanto que bares e restaurantes ultimam os espaços exteriores para acolher clientes, numa tentativa de compensar o tempo perdido e as vendas. "Hoje é um grande passo em frente no nosso roteiro para a liberdade", disse o primeiro-ministro Boris Johnson numa declaração. "Tenho a certeza de que será um enorme alívio para os proprietários de empresas que estão fechadas há tanto tempo". 

A reabertura surge num momento crítico, à medida que a Grã-Bretanha tenta aliviar as restrições e manter um ritmo de vacinação elevado, e assim evitar uma nova vaga de surtos covid-19 que já se fazem sentir na Europa continental. Um segundo verão de restrições pandémicas poderia ser devastador para a  economia, particularmente nos setores hospitalar, do retalho e do turismo. 

Segundo o Consórcio de Retalho Britânico, em 2020 o setor perdeu cerca de 70.000 postos de trabalho, um número que ganha maior relevância numa indústria que constitui maior empregador do setor privado no país. 

Para os retalhistas a reabertura resultou em mais investimento para promover compras seguras, desde barreiras de vidro nas caixas de pagamento até à limpeza mais frequente dos espaços. Também as marcas fazem o que podem para atrair de volta os clientes às compras físicas. Muitos espaços planeiam também tirar partido de regras mais relaxadas que lhes permitem ficar abertos até tarde.

"Uma das coisas horríveis que se vai tornar rapidamente visível é quantas lojas não vão conseguir reabrir hoje", afirmou James Daunt, diretor-executivo das livrarias Waterstones. "O lockdown teve um impacto absolutamente desastroso, e em especial nos retalhistas especializados", afirmou. 

Também os bares e pubs investiram cerca de 285 milhões de libras (cerca de 330 milhões de euros) na reabertura, de acordo com os números da Associação Britânica dos Cervejeiros e Pubs. De acordo com as regras, os clientes só poderão fazer um pedido sentados à mesa e desta vez não será necessário pedir uma refeição para acompanhar a bebida, uma medida que tinha gerado polémica num anterior desconfinamento. 

A pandemia causou mais de 127.000 mortos e forçou vários lockdowns no Reino Unido, contribuindo para a pior recessão económica em 300 anos. As medidas sanitárias, aliadas à rapidez da vacinação no país, inverteram a linha crescente de novos casos e alimentaram as esperanças de um regresso à normalidade. 

A próxima grande flexibilização das regras acontecerá só a partir de 17 de maio, quando a restauração poderá abrir em pleno. A partir de 21 de junho o Governo britânico espera remover as restantes restrições de contacto social. E o primeiro-ministro, Boris Johnson, não deu muito espaço para desvios ao plano. Continua a instar o público a "comportar-se responsavelmente" com a última flexibilização, e a seguir os conselhos do Governo sobre a lavagem das mãos, uso de máscara e o distanciamento físico.

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