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Reino Unido. Amal Clooney zanga-se com Boris Johnson
Mundo 18.09.2020

Reino Unido. Amal Clooney zanga-se com Boris Johnson

Reino Unido. Amal Clooney zanga-se com Boris Johnson

AFP
Mundo 18.09.2020

Reino Unido. Amal Clooney zanga-se com Boris Johnson

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
A advogada acusa o primeiro ministro britânico de violar a lei internacional ao querer “rasgar” parte do acordo do Brexit.

A advogada especializada em direitos humanos demitiu-se do cargo de enviada especial do Reino Unido sobre liberdade de imprensa, em protesto contra a intenção de Boris Johnson de não cumprir parte do Acordo de Saída da União Europeia (também conhecido como Brexit), assinado no final do ano passado.


Brexit. Proposta de lei britânica aprovada apesar de contestação interna
A proposta de lei do Governo britânico que se sobrepõe a parte do Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia (UE) foi aprovada esta segunda-feira no parlamento, apesar da contestação dentro do próprio Partido Conservador.

A aprovação, no dia 15, na casa dos Comuns, do projeto de lei de Mercado Interno que reverte o regime aduaneiro da Irlanda do Norte já enfureceu a União Europeia e várias vozes no mundo da política e da diplomacia por se considerar uma violação da lei internacional.

Agora foi a vez de Amal Clooney - a advogada britânica que adotou o apelido ao casar com o ator George Clooney, em 2014 – de considerar lamentável a possibilidade de o diploma vir a ser adotado, quebrando a lei internacional.

Amal escreveu uma carta ao ministro dos Negócios Estrangeiros inglês, Dominic Raab, na qual diz que embora o governo diga que a violação da lei internacional é “específica e limitada, é lamentável que o Reino Unido planeie violar um tratado internacional assinado pelo primeiro ministro há menos de um ano”.

Clooney disse estar “muito desapontada” porque sempre se orgulhou da “reputação do Reino Unido como patrocinador da ordem internacional e da cultura de “fair play” pelo qual é conhecido. No entanto, com muita pena, tornou-se impossível para mim, como enviada especial, pedir a outros estados que respeitem e implementem obrigações internacionais enquanto o Reino Unido declara que não o pretende fazer”.

Amal Alamuddin Clooney defendeu casos de dimensão internacional como a defesa de Julian Assange, nas fases inicias do processo de pedido de extradição do fundador do Wikileaks para os Estados Unidos e, mais recentemente, Nadia Murad - a iraquiana que viria a receber o Prémio Nobel da Paz - num processo contra comandantes do Estado Islâmico.

Em 2019, Amal Clooney foi nomeada enviada especial pela liberdade de imprensa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.

 

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