Escolha as suas informações

Regina Duarte ainda não aceitou o convite de Bolsonaro para assumir a Cultura
Mundo 20.01.2020 Do nosso arquivo online

Regina Duarte ainda não aceitou o convite de Bolsonaro para assumir a Cultura

Regina Duarte ainda não aceitou o convite de Bolsonaro para assumir a Cultura

Instagram
Mundo 20.01.2020 Do nosso arquivo online

Regina Duarte ainda não aceitou o convite de Bolsonaro para assumir a Cultura

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Presidente e atriz da Globo têm encontro marcado esta segunda-feira. Depois da polémica do governante que citou o cérebro dos nazis, Jair Bolsonaro equaciona recriar o Ministério da Cultura relegado para secretaria.

"Palmeiras campeão". Jair Bolsonaro voltou a ignorar os jornalistas este domingo quando questionado sobre o convite a Regina Duarte para assumir a pasta da Cultura, depois da demissão do secretário de Estado Roberto Alvim que copiou a estética, a banda sonora e o discurso do nazi Joseph Goebbels. 

O Presidente resumiu as questões sobre a eventual recriação do Ministério da Cultura - relegado pelo próprio para secretaria de Estado - ao futebol. "Palmeiras campeão", repetiu numa alusão à vitória da equipa de São Paulo no torneio de pré-temporada dos Estados Unidos, Florida Cup, deixando em aberto a notícia avançada no dia anterior segundo a qual, na sua avaliação, a transformação seria necessária para acolher a atriz "muito reconhecida para aceitar um status de secretária".  

Feito logo na sexta-feira, depois da demissão do secretário que citou o cérebro do Holocausto, o convite ainda não teve resposta. Esta segunda-feira, Regina e Bolsonaro têm encontro marcado, depois da atriz da Globo ter pedido uma conversa "olho no olho". Certo é que a recriação do Ministério da Cultura precisa do aval do Congresso Nacional e não depende da vontade ou de qualquer decreto presidencial. 

Ao Globo, "quem conversa" com Regina garante que esta "demonstra dúvidas sobre assumir o posto e interesse pelo desafio". Para assumir um cargo no governo de extrema-direita, a atriz que se juntou ao coro de protestos que forçaram o processo de destituição de Dilma Rousseff nas ruas, em 2016, e que demonstrou o apoio incondicional ao capitão que acabou por chegar ao Palácio do Planalto, terá de abdicar do salário de 13 mil euros pagos mensalmente pela maior estação de televisão do país, o dobro quando está a gravar as novelas. No cargo de secretária ganharia cerca de 3 mil euros por mês.