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Recandidatura de Trump angaria 22,1 milhões em menos de 24h
Mundo 3 min. 20.06.2019 Do nosso arquivo online

Recandidatura de Trump angaria 22,1 milhões em menos de 24h

Recandidatura de Trump angaria 22,1 milhões em menos de 24h

Foto: AFP
Mundo 3 min. 20.06.2019 Do nosso arquivo online

Recandidatura de Trump angaria 22,1 milhões em menos de 24h

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
O atual presidente despediu três especialistas porque o dão atrás nas sondagens

Donald Trump, que lançou oficialmente a campanha à reeleição, na quarta-feira, em Orlando, angariou 24,8 milhões de dólares (22,1 milhões de euros) em menos de 24 horas, foi hoje divulgado. A quantia, classificada pelas agências internacionais como surpreendente, foi anunciada pela presidente do Comité Nacional do Partido Republicano, Ronna McDaniel. O montante supera de forma significativa os valores angariados pelos principais candidatos do Partido Democrata (que no total já perfazem 23) às eleições presidenciais de 2020, segundo referiu a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP). 

O atual presidente anunciou, em Orlando, a já esperada recandidatura, com a participação da primeira-dama, Melania Trump, e do vice-presidente, Mike Pence. A escolha não é alheia ao facto da Florida ter sido determinante em 2016 para o republicano chegar à Casa Branca. Trump voltou a acusar os jornalistas de serem “Fake News” e disse que o país tem a melhor economia de sempre. "Lanço oficialmente a minha campanha para um segundo mandato", disse o republicano, na terça-feira à noite (01:00 de quarta-feira em Lisboa), diante de cerca de 20 mil pessoas, prometendo aos presentes que vai “manter a América grande” e de seguida ecoou o famoso slogan que o levou à vitória em 2016: "Make America Great Again" (“Tornar a América Grande Outra Vez”). 

"A única coisa que esses políticos vão entender é um terremoto nas urnas, fizemos uma vez e vamos fazer de novo, e desta vez vamos terminar o trabalho", disse Trump, que ao longo do discurso, de cerca de uma hora e 20 minutos, foi afirmando que os seus opositores democratas tentaram destruir o “movimento do povo norte-americano”. 

“Os democratas foram contra mim, contra a minha família, mas o mais grave: foram contra vocês”, apontou, dirigindo-se aos seus apoiantes. Donald Trump, como tem sido hábito, voltou a tecer duros comentários aos jornalistas. Enquanto se gabava da quantidade de apoiantes que encheram o polidesportivo Amway Center, apontou com o indicador para os jornalistas presentes e disse: “isto está aqui muito fake media, muito mesmo”. 

Minutos antes, o Presidente norte-americano garantiu que a economia, neste momento, é “provavelmente a melhor economia da história” dos Estados Unidos. Trump voltou ainda ao tema do combate à imigração ilegal e à construção do muro na fronteira com o México “que será maior, melhor e mais barato”. As críticas ao sistema de saúde (“Obamacare”) e a necessidade de o revogar e substituir foram também uma das tónicas do discurso, assim como a guerra comercial com China. 

 Trump despede especialistas em sondagens 

 Apesar de parecer nunca ter deixado de estar em campanha, o atual presidente enfrenta as próximas eleições sabendo que a economia norte-americana soma já 121 meses do maior ciclo expansivo da história deste país, ainda que seja uma recuperação mais lenta e desigual do que em períodos anteriores. Trump protagonizou também a maior baixa de impostos desde a era Reagan e a fidelidade dos eleitores republicanos, maior do que a dos democratas, joga a seu favor. A única certeza aos olhos dos analistas é de que se vai tratar de uma das eleições polarizadas. 

As últimas sondagens não são, contudo, animadoras para Donald Trump. A decisão de afastar três dos cinco especialistas em estudos de opinião revela a tensão existente na Casa Branca com os resultados vindos a público. As primeiras sondagens, anónimas, feitas em março, resultaram num fracasso para a campanha de Trump em vários estados, perdendo para um dos candidatos mais fortes à presidência dos democratas, o antigo vice-presidente Joe Biden. Era assim na Pensilvânia, no Wisconsin e na Florida, três dos chamados swing states que Trump conquistou aos democratas na eleição de 2016. As sondagens davam ainda conta de uma vitória para Trump por margem muito curta no Texas, estado onde os republicanos têm vencido as presidenciais nas últimas quatro décadas.

Com Lusa

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