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Quase 300 detidos em Londres nos protestos contra as alterações climáticas
Mundo 17.04.2019

Quase 300 detidos em Londres nos protestos contra as alterações climáticas

Quase 300 detidos em Londres nos protestos contra as alterações climáticas

Foto: AFP
Mundo 17.04.2019

Quase 300 detidos em Londres nos protestos contra as alterações climáticas

Grupo Extinction Rebellion iniciou na segunda-feira uma semana de manifestações.

Quase 300 pessoas foram detidas desde segunda-feira em Londres em protestos contra as alterações climáticas, anunciou na noite de ontem a polícia britânica, em novo balanço.

O grupo Extinction Rebellion, que ganhou destaque recentemente ao realizar um protesto no parlamento britânico, quando manifestantes se despiram durante um debate sobre o Brexit, iniciou esta segunda-feira uma semana de protestos na capital.

"Às 21:30, tinham sido efetuadas um total de 168 detenções", indicou em comunicado a Polícia Metropolitana, elevando para "290 o número total de detenções em dois dias".

A maioria das detenções foi feita por obstrução da via pública em locais como a ponte de Waterloo, que atravessa o rio Tamisa ou Oxford Circus, onde uma grande parte dos manifestantes se concentrou empunhando cartazes que dizem "Não existe Planeta B" ou "Extinção é para sempre".


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Milhares responderam ao apelo dos ambientalistas Extinction Rebellion e bloquearam várias zonas do centro da capital do Reino Unido.

Apesar da intervenção da polícia para tentar retirar as pessoas e da imposição de medidas para manter a ordem pública com as quais se pretendia concentrar o protesto num local apenas, em Marble Arch, várias estradas continuam interrompidas.

Apesar de algumas ações mais exaltadas, como o vandalismo da sede da petrolífera Shell com pinturas no exterior e a destruição de uma porta de vidro, o ambiente dos protestos tem sido pacífico.

Na Ponte de Waterloo foram instalados vasos com árvores, flores, tendas e uma rampa de 'skate' e em Oxford Circus, zona comercial e turística da capital britânica, foi instalado um barco de pesca pintado de cor de rosa chamado Berta Cáceres, em homenagem à ativista hondurenha assassinada em 2016.

O objetivo é usar atos de desobediência civil sem recorrer à violência, mas que perturbe a sociedade para criar o impacto que as formas convencionais de sensibilização não conseguiram ter, conforme explicou o português Guilherme Serôdio, um dos fundadores do grupo Extinction Rebellion, em entrevista ao Contacto.

Lusa

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