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Quase 1.800 civis morreram e pelo menos 2.439 ficaram feridos na Ucrânia
Mundo 2 min. 10.04.2022
Guerra na Ucrânia

Quase 1.800 civis morreram e pelo menos 2.439 ficaram feridos na Ucrânia

Pelo menos 1.793 civis morreram desde o início da invasão, incluindo 458 homens, 294 mulheres, 27 raparigas, 46 rapazes e 69 outras crianças.
Guerra na Ucrânia

Quase 1.800 civis morreram e pelo menos 2.439 ficaram feridos na Ucrânia

Pelo menos 1.793 civis morreram desde o início da invasão, incluindo 458 homens, 294 mulheres, 27 raparigas, 46 rapazes e 69 outras crianças.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 10.04.2022
Guerra na Ucrânia

Quase 1.800 civis morreram e pelo menos 2.439 ficaram feridos na Ucrânia

Lusa
Lusa
Quase 1.800 civis morreram e 2.439 ficaram feridos na Ucrânia em consequência da invasão russa, divulgou este domingo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que estima que pelo menos 176 crianças morreram desde 24 de fevereiro.

Os números atualizados este domingo por aquele organismo da ONU apontam para, pelo menos, 1.793 civis mortos desde o início da invasão, incluindo 458 homens, 294 mulheres, 27 raparigas, 46 rapazes e 69 outras crianças, e 899 adultos cujo sexo ainda não foi apurado.

Entre os feridos contam-se 279 homens, 213 mulheres, 47 raparigas, 46 rapazes e 136 crianças e 1.718 adultos de sexo desconhecido.


À espera da ofensiva russa, soldados ucranianos e membros da Defesa Territorial estiveram a fortalecer posições e a cavar novas trincheiras na área rural de Barvinkove, no leste do país.
Kiev pronta para “grande batalha” no leste do país
A Ucrânia disse estar preparada para travar uma "grande batalha" no leste do país, um alvo que considera prioritário para a Rússia e onde a evacuação de civis continua, com receio de uma ofensiva iminente.

Nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste do país, morreram 642 pessoas e 1.238 foram feridas: 571 mortos e 963 feridos em território controlado pelo Governo de Kiev, e 71 mortos e 275 feridos em zonas dos separatistas pró-russos.

Em Kiev, Kharkiv, Kherson e outras localidades, contam-se 1.151 mortos e 1.201 feridos em alturas em que estavam sob controlo das forças ucranianas.

A maior parte das baixas foi provocada por armas explosivas de grande impacto, incluindo artilharia pesada, 'rockets', mísseis e outras armas usadas em ataques aéreos.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos considera que "os números reais são consideravelmente mais altos", uma vez que as informações de baixas entre civis chegam lentamente de algumas regiões e ainda há números comunicados que carecem de confirmação, como por exemplo, as que se referem a cidades como Mariupol, no leste do país, ou Borodianka (região da capital), onde "há alegadamente muitas baixas civis".


Um soldado ucraniano de guarda junto a uma vala comum em Bucha, perto de Kiev.
Encontrada nova vala comum com civis na região de Kiev após retirada de tropas russas
Uma nova vala comum com mais civis mortos foi encontrada perto da cidade de Buzova, na região de Kiev, disse este domingo o presidente da comunidade de Dmitrov, Taras Didych.

Por esse motivo, ainda não estão incluídos na avaliação atualizada hoje, esclarece.

A agência da ONU salienta ainda que o aumento no balanço de baixas civis em relação à atualização anterior, divulgada no dia 08, não se deve apenas às baixas ocorridas no sábado, uma vez que todos os dias são confirmados dados dos dias anteriores.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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