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Quase 1.400 pessoas detidas em protestos na Rússia contra a mobilização parcial
Mundo 22.09.2022
Guerra na Ucrânia

Quase 1.400 pessoas detidas em protestos na Rússia contra a mobilização parcial

Moscovo, Rússia
Guerra na Ucrânia

Quase 1.400 pessoas detidas em protestos na Rússia contra a mobilização parcial

Moscovo, Rússia
AFP
Mundo 22.09.2022
Guerra na Ucrânia

Quase 1.400 pessoas detidas em protestos na Rússia contra a mobilização parcial

Lusa
Lusa
Há protestos em quase 40 cidades contra a mobilização da população para a guerra.

 Pelo menos 1.386 pessoas foram detidas na Rússia nos protestos realizados na quarta-feira contra a mobilização parcial de cidadãos decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, para combaterem na guerra na Ucrânia, declarou hoje uma organização não-governamental (ONG).

"Pelo menos 1.386 pessoas foram detidas em 38 cidades", afirmou hoje na rede social Telegram a organização independente OVD-Info, que rastreia as detenções e já foi declarada "agente estrangeiro" pelas autoridades russas.

Na tarde de quarta-feira, a OVD-Info havia informado que mais de 1.113 pessoas já tinha sido detidas em protestos em 38 cidades russas.

A organização de direitos humanos relatou detidos em Moscovo, São Petersburgo, Ecaterimburgo, Perm, Ufa, Krasnoyarsk, Chelyabinsk, Irkutsk, Novosibirsk, Yakutsk, Ulan-Ude, Arkhangelsk, Korolev, Voronezh, Zheleznogorsk, Izhevsk, Tomsk, Salavat, Tyumen, Volgogrado, Petrozavodsk, Samara, Surgut, Smolensk, Belgorod e outras cidades.


Presidente da Rússia anuncia "mobilização parcial"
A Rússia está pronta a utilizar "todos os meios" ao seu dispor para "se proteger", declarou Putin.

Segundo a OVD-Info, a polícia agiu com violência contra os manifestantes e entre os detidos estão vários jornalistas.

O Ministério Público de Moscovo advertiu de que punirá com até 15 anos de prisão a organização e participação em ações ilegais.

Também será punida administrativa ou criminalmente a difusão de convocatórias para participar em ações ilegais ou para realizar outros atos ilegais nas redes sociais, bem como fazer apelos a menores de idade para participarem em atos ilegais.

De acordo com os últimos dados da OVD-Info, 509 pessoas foram detidas em Moscovo e pelo menos 541 em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país.

Na quarta-feira, o Presidente russo declarou que o número de pessoas convocadas para o serviço militar ativo seria determinado pelo Ministério da Defesa, e o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse numa entrevista televisiva que 300.000 reservistas com experiência relevante de combate e serviço serão inicialmente mobilizados.

Além da convocação de protestos, a Rússia tem também assistido a um acentuado êxodo de cidadãos desde que Putin ordenou que o exército invadisse a Ucrânia, há quase sete meses.

No discurso que proferiu na quarta-feira ao país, em que anunciou uma mobilização parcial dos reservistas, Vladimir Putin também fez uma ameaça nuclear velada aos inimigos russos do Ocidente.

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