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Putin. "Não há vencedores numa guerra nuclear"
Mundo 2 min. 02.08.2022
Guerra na Ucrânia

Putin. "Não há vencedores numa guerra nuclear"

Guerra na Ucrânia

Putin. "Não há vencedores numa guerra nuclear"

Foto: AFP
Mundo 2 min. 02.08.2022
Guerra na Ucrânia

Putin. "Não há vencedores numa guerra nuclear"

Lusa
Lusa
"Partimos do princípio de que não poder haver vencedores numa guerra nuclear e de que esta última não deve nunca ser desencadeada", disse o Presidente russo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou-se esta segunda-feira contra qualquer conflito nuclear, numa altura em que a ofensiva militar do Kremlin na Ucrânia reavivou o medo de uma deriva atómica.

"Partimos do princípio de que não poder haver vencedores numa guerra nuclear e de que esta última não deve nunca ser desencadeada", disse Putin, numa mensagem dirigida aos participantes numa conferência dos 191 signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNPN).

Na mensagem, divulgada no site da internet do Kremlin, o chefe de Estado russo garantiu que a Rússia continua a cumprir "a letra e o espírito" desse tratado.

A Rússia anunciara ter colocado as suas forças nucleares em estado de alerta pouco depois do início da sua ofensiva na Ucrânia, a 24 de fevereiro. E Putin, por sua vez, referira retaliações "rápidas como um raio" em caso de intervenção direta do Ocidente no conflito.


O que vai na cabeça de Vladimir Putin?
O Contacto ouviu dois investigadores para perceber a influência da personalidade do Presidente russo no seu estilo de liderança e na decisão de invadir a Ucrânia neste momento.

Na mesma linha, a imprensa estatal russa e responsáveis políticos multiplicaram referências e ameaças veladas sobre a utilização de armas nucleares no conflito.

Esta segunda-feira, os Estados Unidos, Reino Unido e França pediram, por isso, a Moscovo para "pôr fim à sua retórica nuclear e à sua atitude irresponsável e perigosa" desde a sua agressão em grande escala à Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de cerca de 16 milhões de pessoas de suas casas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase dez milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.


Campo de trigo perto de Novoazovsk nos arredores de Mariupol, no sul da Ucrânia.
Primeiro navio com cereais ucranianos saiu de Odessa
A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa da Turquia, mediadora do processo.

A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU confirmou que 5.237 civis morreram e 7.035 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 159.º dia, sublinhando que os números reais deverão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

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