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Putin, Merkel e Macron discutiram reanimação dos Acordos de Minsk
Mundo 2 min. 12.10.2021
Diplomacia

Putin, Merkel e Macron discutiram reanimação dos Acordos de Minsk

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Putin, Merkel e Macron discutiram reanimação dos Acordos de Minsk

Foto: AFP
Mundo 2 min. 12.10.2021
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Putin, Merkel e Macron discutiram reanimação dos Acordos de Minsk

Lusa
Lusa
A aplicação total dos Acordos de Minsk – que incluem a retirada do armamento pesado e o respeito pelo cessar-fogo – estava prevista para 31 de dezembro de 2015, o que nunca aconteceu.

O presidente russo discutiu esta segunda-feira com a chanceler alemã e o presidente francês a reanimação dos Acordos de Minsk, após o chefe de Estado ucraniano ter pedido ajuda para acabar com o conflito no leste da Ucrânia.

Segundo o Kremlin, que anunciou a conversação telefónica entre os três, Vladimir Putin, Angela Merkel e Emmanuel Mácron “discutiram a fundo a preocupante situação decorrente da paragem do processo de solução do conflito interno na Ucrânia”.

Sempre segundo a Presidência russa, “os três líderes destacaram a importância do cumprimento dos Acordos de Minsk, de 2015, como a única base possível para a solução do conflito” e expressaram a sua disposição para continuar a coordenar esforços no quadro do chamado “formato da Normandia”.

Putin “valorizou os princípios da linha política das autoridades de Kiev, que evadem obstinadamente o cumprimento das suas obrigações no quadro dos Acordos de Minsk”.


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A Presidência russa assinalou que os líderes dos três países encarregaram os seus assessores políticos e ministros dos Negócios Estrangeiros para “intensificarem os contactos e o trabalho” para realizar reuniões ministeriais, com alemães, franceses, ucranianos e russos, e avaliar a pertinência de uma próxima cimeira.

Pouco antes, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, tinha informado sobre uma reunião, por canais virtuais, com a chanceler alemã e o presidente francês, em que abordaram a “solução pacífica” do conflito no Donbas e a preparação de uma nova cimeira.

“As partes destacaram que esperam que a cimeira seja construtiva e permita alcançar acordos sobre os passos consecutivos que permitam o estabelecimento de uma paz estável no Donbas”, informou a Presidência ucraniana.

Ainda esta segunda-feira, o ex-presidente russo, Dmitri Medvedev, publicou um artigo no periódico russo Kommersant, em que sustentou que qualquer diálogo com as atuais autoridades ucranianas “carece de sentido”.

Segundo o vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Zelenski, depois de chegar ao poder, “mudou totalmente de orientação política e pôs-se ao serviço das forças nacionalistas mais agressivas”.

Medvedev acusou ainda os governantes ucranianos de falta de independência, qualificando-os como “pessoas débeis que apenas querem encher os bolsos”.

No Donbas há um cessar-fogo em vigor desde 2015, mas é violado continuamente e em julho de 2020 foram tomadas medias para o reforçar.

Kiev e Moscovo acusam-se mutuamente de desrespeitar estes acordos que visavam acabar com o conflito na região do Donbas, onde a Ucrânia combate milícias pró-russas.

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