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Protesto da população seca festa neonazi
Mundo 24.06.2019

Protesto da população seca festa neonazi

Protesto da população seca festa neonazi

Foto: dpa-Zentralbild
Mundo 24.06.2019

Protesto da população seca festa neonazi

Bruno Amaral DE CARVALHO
Bruno Amaral DE CARVALHO
Habitantes de Ostritz compraram toda a cerveja à venda nos supermercados para impedir neonazis de celebrarem aniversário de Adolf Hitler.

A luta contra a extrema-direita na Alemanha assumiu formas inéditas em Ostritz, na Alemanha. Todos os anos, cerca de 500 neonazis invadem a localidade de 2500 habitantes para celebrar o nascimento de Adolf Hitler com o Festival Schild und Schwert (em português, Festival Escudo e Espada).

Desta vez, a população de Ostritz fartou-se de aparecer na imprensa por estes motivos e escolheu uma forma imaginativa de protesto. Decidiram comprar toda a cerveja disponível nos supermercados e impedir que os neonazis tivessem acesso a álcool, uma vez que a polícia tinha proibido a venda de bebidas alcoólicas dentro do hotel onde se realizou o festival.

Os habitantes compraram centenas de grades de cerveja e a polícia confiscou 4400 litros desta bebida dentro do recinto da iniciativa nazi. Foi uma festa aguada para a extrema-direita que ainda viu passar uma manifestação pacífica de centenas de pessoas organizada pela população contra o fascismo.

O festival realiza-se todos os anos nesta pequena localidade coincidindo com o aniversário do ditador alemão apesar de estar a quase 400 quilómetros de distância da austríaca Braunau am Inn, o lugar onde nasceu Adolf Hitler.

A subida da extrema-direita na Alemanha e o assassinato de um dirigente do partido que governa o país provocaram o apelo de Angela Merkel, no sábado, para que os alemães combatessem o fascismo “com vigor”.

Walter Lübcke foi encontrado, a 2 de junho, morto no terraço da sua casa com um disparo na cabeça, em Wolfhagen-Istha, no Oeste da Alemanha. Depois de duas semanas de muita especulação, a procuradoria-geral daquele país tomou o caso em mãos e revelou o móbil político como razão para o assassinato. O dirigente democrata-cristão assassinado defendia a abertura do país aos refugiados recebendo várias ameaças da extrema-direita.

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