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Primeiro-ministro japonês disponível para reunião com Kim Jong-un
Mundo 26.09.2018 Do nosso arquivo online

Primeiro-ministro japonês disponível para reunião com Kim Jong-un

Primeiro-ministro japonês disponível para reunião com Kim Jong-un

Foto: AFP
Mundo 26.09.2018 Do nosso arquivo online

Primeiro-ministro japonês disponível para reunião com Kim Jong-un

Shinzo Abe admite realização de encontro para atenuar o clima de tensão com a Coreia do Norte.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, admite a realização de uma cimeira com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, para diminuir o clima de tensão entre os dois países, mas lembrou que qualquer encontro do género terá de conduzir a uma solução sobre os raptos de cidadãos japoneses durante a Guerra Fria.

Falando à margem da assembleia geral das Nações Unidas e citado pela imprensa internacional, Abe manifestou-se preparado para "um novo começo" com a Coreia do Norte que considera estar "numa encruzilhada histórica em que pode aproveitar ou desperdiçar a oportunidade que lhe foi concedida".

O governante nipónico pretende resolver a situação de 17 cidadãos japoneses raptados por agentes norte-coreanos durante as décadas de 70 e 80. Em 2002, Pyongyang devolveu cinco dos visados, na sequência de um encontro entre o então líder norte-coreano, Kim Jong-il, e o seu homólogo japonês, Junichiro Koizumi. Porém, as autoridades japonesas sempre rejeitaram as alegações norte-coreanas de que, entre os restantes oito, quatro teriam morrido e outros tantos nem teriam chegado a entrar no país.

As afirmações de Abe surgiram depois de Moon Jae-in, presidente sul-coreano, ter indicado que a desejada desnuclearização da península coreana seria acelerada caso se registasse uma aproximação entre Japão e Coreia do Norte. "Acredito que essa aproximação é fundamental e vou empenhar-me na concretização de uma cimeira do género", referiu, citado pela agência Yonhap, além de ter informado Abe que Kim Jong-un lhe indicara estar pronto para essa reunião a realizar "na altura própria".

Kim Jong-un tem realizado diversos encontros com a vizinha Coreia do Sul, além de, no passado mês de junho, concretizar a cimeira com Donald Trump em Singapura. Seguiram-se manifestações de desconfiança por parte dos norte-americanos com referências ao facto de a Coreia do Norte não cumprir vários pontos do acordo para que o seu programa nuclear fosse interrompido. Entretanto, Kim Jong-un voltou a mostrar-se interessado num encontro com Trump num prazo não superior a três meses e este já indicou estar a trabalhar no agendamento dessa reunião.

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