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Primeiro-ministro japonês considera "indispensável" cimeira EUA-Coreia do Norte
O primeiro-ministro japon~es, Shinzo Abe

Primeiro-ministro japonês considera "indispensável" cimeira EUA-Coreia do Norte

AFP
O primeiro-ministro japon~es, Shinzo Abe
Mundo 2 min. 25.05.2018

Primeiro-ministro japonês considera "indispensável" cimeira EUA-Coreia do Norte

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, lamentou hoje a anulação da cimeira entre os presidentes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte e considerou "indispensável" um encontro para "resolver os problemas que se acumulam".

"É pena", começou por declarar Abe, à margem de um fórum económico em São Petersburgo, na Rússia, acrescentando que, "no futuro, é preciso realizar o encontro".

Na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento da cimeira com o seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, marcada para 12 de junho, em Singapura.

Hoje, o Presidente dos Estados Unidos admitiu que a cimeira com a Coreia do Norte, prevista para 12 de junho em Singapura, ainda poderá realizar-se, apesar de a ter cancelado.

Trump afirmou que os "Estados Unidos" estão "a conversar" com a Coreia do Norte e declarou que "toda a gente faz jogos".

"Vamos ver o que acontece, é possível que possa ser a 12 de junho", respondeu Trump aos jornalistas, na Casa Branca, quando questionado sobre a cimeira, acrescentando: "Eles querem muito, nós gostaríamos de fazer!"

Antes das declarações, numa mensagem inserida na sua conta na rede social Twitter, o Presidente dos Estados Unidos saudou a declaração "calorosa e produtiva" da Coreia do Norte em resposta à decisão de cancelar a cimeira em Singapura e expressou o desejo de que leve a uma "duradoura prosperidade e paz".

"Muito boas notícias ter recebido o caloroso e produtivo comunicado da Coreia do Norte. Vamos ver até onde nos leva, esperemos que a uma larga e duradoura prosperidade e paz. Só o tempo (e o talento) dirá!", escreveu Trump, no Twitter.

O Presidente norte-americano reagia à reação da Coreia do Norte à decisão de Trump de cancelar a histórica cimeira prevista com Kim Jong-un.

Num comunicado divulgado pela agência estatal KCNA e assinado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kim Kye-gwan, o regime norte-coreano frisou que mantém a porta aberta a retomar o diálogo com os Estados Unidos "em qualquer momento".

"O nosso compromisso de fazer tudo o que podemos para a paz e a estabilidade do mundo e da península da Coreia do Norte mantém-se sem mudanças. Estamos abertos a oferecer tempo e uma oportunidade aos Estados Unidos", lê-se no comunicado.

Kim Kye-gwan expressou a disposição de Pyongyang para se sentar "face a face" com os Estados Unidos e "resolver assuntos em qualquer momento e de qualquer maneira".

O cancelamento da cimeira foi justificado pelo Presidente dos Estados Unidos com os comentários "hostis" da Coreia do Norte contra a Administração norte-americana, que incluíram um comunicado com insultos ao vice-Presidente Mike Pence e com a ameaça de "confrontação nuclear" caso não houvesse encontro.

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