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Primeiro-ministro coreano quer que polícia se explique sobre tragédia em Seul
Mundo 3 3 min. 02.11.2022
Coreia do Sul

Primeiro-ministro coreano quer que polícia se explique sobre tragédia em Seul

Pelo menos 156 pessoas morreram numa debandada, no sábado à noite, durante celebrações de Halloween.
Coreia do Sul

Primeiro-ministro coreano quer que polícia se explique sobre tragédia em Seul

Pelo menos 156 pessoas morreram numa debandada, no sábado à noite, durante celebrações de Halloween.
Foto: AFP
Mundo 3 3 min. 02.11.2022
Coreia do Sul

Primeiro-ministro coreano quer que polícia se explique sobre tragédia em Seul

Redação
Redação
Pelo menos 156 pessoas, na maioria jovens, morreram espezinhadas e asfixiadas, e dezenas ficaram feridas numa debandada, que ocorreu no sábado à noite, durante celebrações do Halloween.

O primeiro-ministro da Coreia do Sul defendeu, esta quarta-feira, que a polícia deve explicar as falhas que cometeu na resposta a múltiplas chamadas de emergência que antecederam a debandada do fim-de-semana de Halloween, em Seul, da qual resultou mais de uma centena de mortos.

Pelo menos 156 pessoas, na maioria jovens, morreram espezinhadas e asfixiadas, e dezenas ficaram feridas numa debandada, que ocorreu no sábado à noite, durante celebrações do Halloween, na zona de restaurantes, bares e discotecas de Itaewon, na capital sul coreana. 

"Quando um cidadão faz uma chamada de emergência, é porque (a chamada) é muito urgente e ele ou ela precisa urgentemente da ajuda ou da ação da polícia", disse Han Duck-soo numa reunião governamental, refere a AFP. 

O primeiro-ministro garantiu que "o governo responsabilizará severamente os culpados assim que a investigação estiver concluída". 

Foi lançada uma investigação em grande escala para determinar a causa exata do acidente e, segundo a AFP, várias esquadras, incluindo a da área onde as pessoas foram esmagadas, estão a ser investigadas por uma equipa especial. 

Polícia reconhece que resposta "foi insuficiente"

Esta terça-feira, o chefe da polícia sul coreana admitiu que as forças de segurança receberam múltiplos avisos antes da mortífera debandada de sábado mas que reagiu inadequadamente.

A polícia sabia "que uma grande multidão se tinha reunido mesmo antes da ocorrência do acidente, sinalizando um perigo urgente", reconheceu Yoon Hee-keun, admitindo que a forma como a informação foi tratada "foi insuficiente".


Mais de 150 pessoas morreram numa debandada num desfile da Halloween, na capital sul-coreana, no sábado passado.
Coreia do Sul. Aberta investigação ao acidente que provocou mais de 150 mortos
Autoridades policiais estão a ser acusadas de terem sido pouco rigorosas na sua atuação durante o desfile de Halloween, que deu origem à tragédia.

Cerca de 100.000 pessoas reuniram-se para festejar o Halloween, na área de Itaewon, mas devido à natureza não oficial do evento e à falta de um organizador identificado, nem a polícia nem as autoridades locais geriram de forma eficaz a multidão que se aglomerou no local. 

No entanto, as transcrições das chamadas de emergência obtidas pela AFP mostram que, horas antes do evento, testemunhas alertaram as autoridades para a grande multidão que se estava a formar. 

Uma semana de luto nacional e a reformulação dos serviços de emergência

Esta quarta-feira o governo revelou que iria reorganizar o serviço de chamadas de emergência da polícia, um dia depois de o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol ter afirmado que o país precisava urgentemente de melhorar o sistema de gestão de multidões.

"A segurança das pessoas é importante", disse o chefe de Estado, na reunião com o governo, sublinhando que ela deve ser garantida "quer haja, ou não, um organizador num evento".  Yoon Suk-yeol defendeu a aquisição de "competências digitais avançadas" para melhorar a gestão de multidões.

Contudo, segundo noticiado pela agência Lusa, vários observadores argumentaram que tais ferramentas já existem e não foram utilizadas em Itaewon.


Tragédia na Coreia do Sul. Não há registo de portugueses entre as vítimas
Fonte do MNE português disse à Lusa que não existe, até ao momento, notícia de qualquer cidadão português entre as vítimas, situação que continua a acompanhar.

A Câmara Municipal de Seul, por exemplo, tem um sistema de controlo de multidões em tempo real, que utiliza dados de telemóveis para prever o tamanho da assistência de um evento, mas que, de acordo com os meios de comunicação locais, não foi utilizado no sábado à noite.

A Coreia do Sul declarou uma semana de luto nacional que dura até sábado. Até lá, espetáculos e concertos estão cancelados e as bandeiras colocadas a meia haste por todo o país.

O Ministério do Interior e Segurança do país garante que "o governo fará o seu melhor para criar uma sociedade mais segura, aprendendo com este acidente".

*Com agências 

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