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Primeira-ministra neozelandesa sugere semana de quatro dias para recuperar turismo
Mundo 2 min. 20.05.2020

Primeira-ministra neozelandesa sugere semana de quatro dias para recuperar turismo

Primeira-ministra neozelandesa sugere semana de quatro dias para recuperar turismo

Foto: AFP
Mundo 2 min. 20.05.2020

Primeira-ministra neozelandesa sugere semana de quatro dias para recuperar turismo

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
A solução de quatro dias de trabalho e três dias de folga foi referida pela primeira-ministra neozelandesa num comentário informal no Facebook. O objetivo seria dar mais tempo livre aos trabalhadores e estimular o turismo.

Dias depois de Jacinda Ardern se ter tornado na primeira-ministra mais popular da Nova Zelândia dos últimos cem anos, de acordo com uma sondagem, graças à forma como lidou com a pandemia do novo coronavírus, a líder do governo deste país austral lançou uma sugestão inovadora. A primeira-ministra afirmou que uma semana de trabalho de quatro dias poderia ajudar a reanimar a economia do país, que se encontra em crise como consequência do vírus.

Através de um vídeo no Facebook Live, na segunda-feira, Jacinda Ardern explicou que a indústria do turismo está a sofrer duramente e que uma semana de trabalho de quatro dias permitiria às pessoas viajar mais facilmente pelo seu país.

"A questão para mim é saber como incentivar os kiwis [neozelandeses] a sair e visitar alguns dos lugares e ofertas turísticas fantásticas que temos", questionou então Ardern. Em seguida, explicou que caberia aos patrões fazer cumprir essa semana de trabalho mas que isso ajudaria muito a economia do país.

Arden fez depois uma visita à região de Rotorua, um importante ponto turístico famoso pelos seus géiseres geotérmicos, cenário marcante da cultura Maori. O destaque dado pela primeira-ministra ao setor do turismo não é irrelevante. No ano anterior até março de 2019, o turismo trouxe para os cofres do país 16,2 mil milhões de dólares, de acordo com o governo, o que representa 6% do PIB. Um em cada oito neozelandeses trabalha no setor. Agora, espera-se que a economia do país se contraia em mais de 20% entre Maio e Agosto deste ano, com o Governo a ter poucas opções para travar o colapso.

Os defensores dos quatro dias de trabalho dizem também aumenta a produtividade dos trabalhadores e promove um melhor bem-estar mental e físico. O empresário neozelandês Andrew Barnes ganhou a atenção do mundo em 2018 quando levou a sua empresa de 200 pessoas, a Perpetual Guardian, a aderir a esta opção. 

"A Nova Zelândia poderia definitivamente passar a uma semana de quatro dias após a covid-19 e, de facto, seria uma estratégia para reconstruir a economia e, em particular, o mercado de turismo duramente atingido, uma vez que este se orienta para um enfoque doméstico", destacou Barnes à Newshub na segunda-feira.

"Precisamos de manter todos os benefícios de produtividade que o trabalho doméstico trouxe, incluindo o ar mais limpo e a falta de engarrafamento, o aumento de produtividade devido ao fim das deslocações pendulares, ao mesmo tempo que ajudamos as empresas a manterem-se à tona. Temos de ser ousados com o nosso modelo. Esta é uma oportunidade para um reinício maciça".

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