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Primeira-ministra escocesa promete novo referendo sobre a independência

Primeira-ministra escocesa promete novo referendo sobre a independência

Foto: DPA
Mundo 2 min. 25.04.2019

Primeira-ministra escocesa promete novo referendo sobre a independência

Dois anos foi o prazo dado por Nicola Sturgeon para a convocatória de um segundo referendo sobre a independência da Escócia.

Dois anos foi o prazo dado por Nicola Sturgeon para a convocatória de um segundo referendo à independência da Escócia. O prazo coincide com o fim da atual legislatura no parlamento de Holyrood. "Vamos apresentar em breve um projeto de lei que determina as regras de qualquer referendo relevante para a atualidade ou o futuro, que seja da competência do parlamento escocês", afirmou Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês (SPN) no parlamento de Edimburgo.

Para a primeira-ministra escocesa, o Brexit deixou em evidência a “profunda crise democrática” da câmara de Westminster, um parlamento que “não corresponde aos interesses da Escócia”. Nesse sentido, considerou que a causa independentista está “mais sólida do que nunca”. A dirigente falou duas semanas após Bruxelas ter aceitado um novo adiamento da data do Brexit para 31 de outubro a fim de procurar uma solução para o impasse político atual no parlamento de Westminster, que tem sido incapaz de chegar a acordo sobre a forma de sair da União Europeia.

"Fizemos todos os possíveis para evitar a crise do Brexit no conjunto do Reino Unido", assegurou a primeira-ministra.

Ainda assim, defende uma opção moderada no apelo às urnas por entender que uma convocatória apressada “não permitiria uma escolha informada”. Por isso, diz que prefere esperar e ver o que acontece com o processo do Brexit mas sem esperar eternamente. Nos últimos anos, Nicola Sturgeon pediu aos seus apoiantes para esperarem uma mudança em relação ao Brexit antes de considerar um novo referendo.

Antes do fim deste ano, o governo escocês vai alterar a legislação para a celebração do referendo mas sem o pedido legalmente necessário a Londres para a convocatória. Sobre uma possível rejeição do governo britânico à intenção escocesa, Sturgeon afirmou que essa posição seria “insustentável”.

O governo de Edimburgo vai também lançar uma Assembleia Cidadã para promover o debate público sobre o futuro da Escócia.

Em março de 2017, nos meses posteriores ao Brexit, Sturgeon convocou um referendo que teria que ser realizado entre outono de 2018 e a primavera de 2019 mas os discretos resultados do Partido Nacional Escocês nas eleições legislativas britânicas fizeram-na adiar a consulta independentista.

Os escoceses já se pronunciaram sobre a independência da nação em setembro de 2014, tendo o "não" vencido por 55%.

Em 2016, a Escócia votou contra o Brexit (62% dos escoceses disseram "não"), contrariamente ao Reino Unido, em que 52% optaram pelo "sim".

Para convencer os escoceses a rejeitar a independência em 2014, os ativistas da manutenção da situação usaram o argumento do risco de a separação do Reino Unido arrastar uma separação também da União Europeia.

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