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Primeira-ministra britânica deverá cancelar votação de amanhã sobre o Brexit
Mundo 10.12.2018 Do nosso arquivo online

Primeira-ministra britânica deverá cancelar votação de amanhã sobre o Brexit

Primeira-ministra britânica deverá cancelar votação de amanhã sobre o Brexit

Foto: Reuters
Mundo 10.12.2018 Do nosso arquivo online

Primeira-ministra britânica deverá cancelar votação de amanhã sobre o Brexit

A primeira-ministra britânica, Theresa May, deverá cancelar a votação do acordo do Brexit prevista para amanhã. O objetivo: evitar uma pesada derrota no Parlamento britânico.


O acordo que May conseguiu com a União Europeia (UE) sobre as regras que ditam a saída do Reino Unido do bloco dos 28 está longe de ser consensual e tem causado polémica no Parlamento britânico, incluindo no próprio partido de May.

A notícia está a ser avançada pela agência Bloomberg, que cita uma fonte que não quis ser identificada. No entanto, a agência refere que ainda é possível que o gabinete de May tenha uma visão diferente e a pressione a avançar com a votação que deveria ocorrer amanhã à noite.

De acordo com a Bloomberg, a governante britânica deverá estar presente em Bruxelas na quinta-feira, onde deverá pedir novas condições à UE, na tentativa de reavivar a possibilidade de aprovação no Parlamento britânico.

A notícia está a ser avançada no dia em que se soube que o Tribunal de Justiça da União Europeia revelou que o Reino Unido pode travar o Brexit e reverter de forma unilateral a decisão de sair da UE sem qualquer necessidade de autorização por parte dos restantes 27. O parecer foi pedido por um tribunal escocês e rejeita o entendimento europeu no sentido de que apenas a decisão por unanimidade dos 27 Estados-membros poderia contrariar a marcha do processo de saída do Reino Unido.


Brexit. Tribunal de Justiça da UE diz que Reino Unido pode reverter decisão
Parecer da entidade contraria a ideia da União Europeia no sentido de que só uma decisão unânime dos 27 poderia inverter a saída do Reino Unido.




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A decisão de saída terá de passar pelos deputados britânicos.