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Presidente ucraniano insta Ocidente a não provocar pânico no país
Mundo 2 min. 28.01.2022 Do nosso arquivo online
Conflito

Presidente ucraniano insta Ocidente a não provocar pânico no país

Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia.
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Presidente ucraniano insta Ocidente a não provocar pânico no país

Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 28.01.2022 Do nosso arquivo online
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Presidente ucraniano insta Ocidente a não provocar pânico no país

Lusa
Lusa
Para Volodymyr Zelensky, “o maior risco para a Ucrânia é a desestabilização da situação dentro do país”, mais que a ameaça de uma invasão russa da ex-república soviética.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou hoje o Ocidente a não desencadear o pânico por causa das tensões com a Rússia, acusada de estar a preparar uma invasão da Ucrânia.

“Não precisamos deste pânico”, porque “precisamos de estabilizar a economia”, declarou Zelensky numa conferência de imprensa para a comunicação social estrangeira em Kiev.

Para o chefe de Estado ucraniano, “o maior risco para a Ucrânia é a desestabilização da situação dentro do país”, mais que a ameaça de uma invasão russa da ex-república soviética.

“A probabilidade do ataque existe, ela não desapareceu e não foi menos grave em 2021, [mas] não estamos a assistir a uma escalada maior do que a que existia” no ano passado, assegurou.


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A conversa telefónica, que durou mais de uma hora, permitiu aos dois chefes de Estado “chegar a acordo sobre a necessidade de uma desescalada” na tensão sobre a Ucrânia, disse o Eliseu.

Em contraste, se ouvirmos órgãos de comunicação internacionais e “mesmo chefes de Estado respeitados”, podemos acreditar “que já temos uma guerra” em todo o país, “que há tropas a avançar pelas estradas. Mas não é o caso”, prosseguiu.

“Este pânico, quanto está a custar ao nosso país?”, interrogou-se o Presidente ucraniano.

O Ocidente acusa há semanas a Rússia de ter concentrado mais de 100.000 soldados junto à fronteira com a Ucrânia, com vista a uma eventual invasão daquela ex-república soviética, ameaçando Moscovo com sanções sem precedentes em caso de uma ofensiva.

“Tudo indica” que o Presidente russo, Vladimir Putin, “vai fazer uso da força militar em determinado momento, talvez entre agora e meados de fevereiro”, estimou na quarta-feira a vice-secretária de Estado norte-americana Wendy Sherman.

Várias embaixadas ocidentais, entre as quais a norte-americana e a canadiana, anunciaram a retirada de parte do seu pessoal na Ucrânia, devido à ameaça de uma invasão russa.


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A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, afirmou perante a Câmara dos Deputados que a Alemanha está a ​​​​​​​“trabalhar num forte pacote de sanções” com os aliados ocidentais no caso de uma invasão russa, que abrange vários aspetos “incluindo o Nord Stream 2”.

O leste da Ucrânia confronta-se desde 2014 com uma guerra com os separatistas pró-russos que Moscovo é acusada de apoiar, um conflito que eclodiu pouco após a anexação pela Rússia da península ucraniana da Crimeia e que já fez mais de 13.000 mortos.

O chefe de Estado ucraniano pediu hoje à Organização do Tratado do Atlântico-Norte (NATO) para “dizer abertamente” se a antiga república soviética ingressará no bloco militar ocidental, apesar de tal contrariar a vontade da Rússia.

“Queremos alguma coisa de concreto, temos que contar com alguma coisa”, afirmou Zelensky na mesma conferência de imprensa.

“Que nos digam abertamente que nunca vamos lá estar. Alguns podem dizê-lo e outros não. Eles (representantes da Aliança Atlântica) vêm aqui e dizem que apoiam a entrada da Ucrânia na NATO. Mas não precisamos de falar do futuro, temos muitos desafios no presente”, sustentou.

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