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Presidente eleito da Argentina diz que paga dívida ao FMI, mas recusa mais ajustes fiscais
Mundo 20.11.2019

Presidente eleito da Argentina diz que paga dívida ao FMI, mas recusa mais ajustes fiscais

Presidente eleito da Argentina diz que paga dívida ao FMI, mas recusa mais ajustes fiscais

Fernando Gens/dpa
Mundo 20.11.2019

Presidente eleito da Argentina diz que paga dívida ao FMI, mas recusa mais ajustes fiscais

"Desenvolvemos um plano sustentável que nos vai permitir crescer e cumprir com as obrigações que a Argentina tem convosco e com o resto dos credores", garantiu Alberto Fernandez ao FMI.

O Presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, assegurou esta terça-feira ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que o país vai cumprir com os compromissos em matéria de dívida, mas rejeitou aplicar mais ajustes fiscais.

"Desenvolvemos um plano sustentável que nos vai permitir crescer e cumprir com as obrigações que a Argentina tem convosco e com o resto dos credores", afirmou o peronista, numa conversa telefónica com a nova diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.

"Mas é meu dever antecipar que, na situação em que se encontra a economia argentina, é difícil proporcionar um ajuste maior. Não podemos fazer mais ajustes fiscais porque a situação é de uma complexidade enorme, o nível de ajustes na era Macri foi enorme", disse.

O Governo liderado pelo Presidente cessante, Mauricio Macri, assinou no ano passado um acordo com o FMI para um empréstimo no total de 56.300 milhões de dólares (50.900 milhões de euros), dos quais já foram entregues 44.000 milhões.

Um desembolso de 5.400 milhões de dólares, previsto inicialmente para setembro, ficou congelado à espera das eleições presidenciais, que decorreram no final de outubro e tiveram como vencedor o peronista Alberto Fernández.

O Presidente eleito foi um crítico desse acordo.

A nova diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, já felicitou Fernández pela vitória e manifestou-se disponível para trabalhar com o novo Governo e "enfrentar os desafios económicos" do país, que está em recessão há um ano e meio.

Lusa


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