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Presidente dos EUA quer acordo nuclear com a Rússia
Mundo 3 min. 06.02.2019

Presidente dos EUA quer acordo nuclear com a Rússia

Presidente dos EUA quer acordo nuclear com a Rússia

Foto: AFP
Mundo 3 min. 06.02.2019

Presidente dos EUA quer acordo nuclear com a Rússia

Trump defendeu as sanções impostas ao Irão e a retirada de tropas da Síria e do Afeganistão.

O Presidente norte-americano afirmou que tenciona negociar um novo acordo nuclear com a Rússia e talvez com a China, defendendo ainda as sanções impostas ao Irão e a retirada de tropas na Síria e no Afeganistão.

"Talvez possamos negociar um acordo diferente, acrescentando a China e outros”, disse Donald Trump, no discurso do Estado da União, proferido perante o Congresso norte-americano, na terça-feira.

A afirmação do Presidente dos EUA vem na sequência do anúncio da retirada do país, na sexta-feira, do Tratado sobre Armas Nucleares de Alcance Intermédio (INF), responsabilizando a Rússia por violar o acordo concluído em 1987 durante a Guerra Fria.

Os Estados Unidos criticaram a Rússia por ter desenvolvido um míssil, o "9M729", capaz de transportar uma ogiva nuclear e que terá, segundo Washington e a NATO, um alcance superior a 500 quilómetros, o que representa uma violação ao disposto no tratado. Este proíbe os mísseis de alcance entre os 500 e os cinco mil quilómetros.

Durante o discurso, Trump defendeu ainda as sanções impostas ao Irão e a decisão de se desvincular do tratado nuclear com o país, que acusou de ser "o principal patrocinador estatal do terrorismo".

Em relação à guerra da Síria e no Afeganistão, o Presidente norte-americano referiu que as "grandes nações não travam guerras intermináveis" e que no caso do Afeganistão "chegou a hora" de tentar a paz.

Os Estados Unidos estão trabalhar com os aliados para "destruir o que resta" do grupo extremista Estado Islâmico na Síria, afirmou, acrescentando que Washington está a encetar todos os esforços para chegar a um acordo no Afeganistão.

Em dezembro, os norte-americanos anunciaram que vão retirar as tropas daqueles dois países.

O discurso do Estado da União decorre da obrigação que a Constituição dos EUA impõe ao Presidente para que preste “regularmente ao Congresso informações sobre o Estado da União”.

Fim do VIH e do cancro infantil

Trump assumiu ainda o objetivo de acabar com a "epidemia do VIH" no país, dentro de uma década, prometeu fundos para a luta contra o cancro infantil e a redução do preço dos medicamentos.

"Juntos, vamos acabar com VIH [vírus da imunodeficiência humana] nos Estados Unidos e no mundo", disse Donald Trump, durante o discurso do Estado da União.

"Os avanços científicos trouxeram o que antes era apenas um sonho distante. A minha proposta de orçamento [para o próximo ano fiscal] pede aos democratas e republicanos que façam o compromisso necessário para eliminar a epidemia de VIH [dentro de 10 anos]", avançou.

Perante os legisladores, o Presidente norte-americano pediu ainda união na “luta contra o cancro infantil”.

"Muitos dos cancros infantis estão sem novas terapias há décadas (…) a minha proposta de orçamento vai pedir ao Congresso 500 milhões de dólares na próxima década para financiar essa pesquisa crucial", sublinhou.

Em relação aos produtos farmacêuticos, Trump afirmou que a "próxima grande prioridade" será reduzir os preços dos medicamentos prescritos, apelando ao Congresso para que aprove uma lei nesse sentido.

"É inaceitável que os norte-americanos paguem muito mais do que as pessoas em outros países pelos mesmos medicamentos, muitas vezes fabricados no mesmo lugar. Isso é errado, é injusto e, juntos, podemos acabar com isso", disse.

Já em relação ao tema do aborto, Donald Trump mostrou-se contra aborto em gestações em fase avançada, referindo querer que o Congresso aprove uma lei “que valorize a vida”, já que, segundo ele, "todas as crianças, nascidas e não-nascidas, são feitas à santa imagem de Deus".

Lusa

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