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Presidente da Catalunha destituído por se recusar a retirar faixa de apoio a presos políticos
Mundo 29.09.2020

Presidente da Catalunha destituído por se recusar a retirar faixa de apoio a presos políticos

Presidente da Catalunha destituído por se recusar a retirar faixa de apoio a presos políticos

Foto: AFP
Mundo 29.09.2020

Presidente da Catalunha destituído por se recusar a retirar faixa de apoio a presos políticos

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
Os tribunais espanhóis decidiram a perda de mandato de Quim Torra por desobediência.

Milhares de catalães voltaram a encher as ruas em frente às câmaras municipais de toda a Catalunha para contestar a decisão da justiça espanhola. Sob o lema "Defender o Presidente, lutar pela independência", contestaram a sentença do Supremo Tribunal que destitui Quim Torra por desobediência.

Com o ex-Presidente Carles Puigdemont no exílio em Bruxelas, o ex-vice-presidente Oriol Junqueras na prisão e agora Quim Torra destituído, os catalães olham para o passado e recordam outros presidentes como Lluís Companys, executado durante o franquismo, e Francesc Maciá, Josep Iria e Josep Tarradellas, que assumiram a presidência da Catalunha no exílio durante a ditadura. A imprensa catalã amanhecia esta terça-feira sublinhando que só dois presidentes puderam cumprir o seu mandato sem interferência: Pasqual Maragall e José Montilla.

A decisão do Supremo Tribunal espanhol fez tremer de novo os alicerces do governo catalão com a destituição de Quim Torra por desobediência. O líder do executivo da comunidade autonómica catalã perde o mandato por se recusar a retirar uma faixa em solidariedade com os presos políticos do palácio presidencial tal como fora exigido pelas autoridades eleitorais. A perda de mandato dura por um ano e meio.

Na sua decisão, o Supremo Tribunal espanhol rejeitou por unanimidade o recurso de Torra por "resistência enérgica, repetida, teimosa e obstinada do acusado em cumprir um mandato investido de autoridade e emitido em conformidade com a lei". A resolução é, portanto, definitiva e será imediatamente executada pelo Supremo Tribunal, independentemente de a sua defesa promover ou não um incidente de anulação da sentença. 

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