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Portugueses não querem sair da Venezuela, querem fim do impasse político, diz MNE
Mundo 31.01.2019

Portugueses não querem sair da Venezuela, querem fim do impasse político, diz MNE

Mundo 31.01.2019

Portugueses não querem sair da Venezuela, querem fim do impasse político, diz MNE

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, vincou esta quinta-feira que “não há nenhum problema com a comunidade portuguesa” na Venezuela e que os portugueses residentes no país não querem sair, mas sim o fim do “impasse político”.

Recordando que, no início da semana, houve assaltos a estabelecimentos portugueses na Venezuela, “mas sem nenhuma sequência”, e que existe um lusodescendente ferido, Augusto Santos Silva notou que, “fora isto, não há nenhum problema”, pelo que “a questão que agora se põe não é ajudar os portugueses a sair da Venezuela”. “Os portugueses, como a imensa maioria dos cidadãos que vivem na Venezuela, não querem sair de lá, querem é sair deste impasse político”, acrescentou.  


Venezuela. Parlamento Europeu reconhece Guaidó como "Presidente interino legítimo"
Além da votação, foi ainda sugerido aos Estados-membros que agissem da mesma forma enquanto não é possível convocar novas eleições presidenciais.

Já lembrando o ultimato europeu ao Governo do Presidente Nicolás Maduro para a realização de eleições livres na Venezuela, para o qual foi estipulado um prazo de oito dias que termina no fim de semana, o governante disse esperar que a reunião que hoje arranca em Bucareste e que termina na sexta-feira sirva para definir os passos seguintes por parte da UE, caso o apelo não tenha sucesso. Haverá “o reconhecimento [da nova liderança], certamente, e depois consequências do ponto de vista político e diplomático”, referiu.


Members of the Bolivarian National Guard stand guard near the main entrance of the forces' headquarters in Caracas as supporters of Venezuela's National Assembly head and self-proclaimed "acting president" Juan Guaido, distribute copies of amnesty measures for anyone in the military who disavows President Nicolas Maduro, on January 27, 2019. - Guaido, who has galvanized a previously divided opposition, is offering an amnesty approved by the opposition-controlled National Assembly to anyone in the military who disavows President Nicolas Maduro, even suggesting amnesty for Maduro himself. (Photo by Yuri CORTEZ / AFP)
Venezuela. 35 mortos e 850 detidos nos últimos dias
Números foram divulgados por várias organizações não governamentais.

Entretanto, esta quinta-feira o Parlamento Europeu reconheceu Juan Guaidó como o “Presidente interino legítimo” da Venezuela e exortou a UE e os seus Estados-membros a assumirem uma posição semelhante, enquanto não for possível convocar eleições presidenciais. “Na minha opinião, temos de ser credíveis e, portanto, nós dissemos que havia um prazo de alguns dias para que o Presidente Nicolás Maduro pudesse associar-se a este processo e, portanto, esperaremos que esse tempo decorra”, assinalou  Augusto Santos Silva.


A 23 de janeiro, Juan Guaidó, o presidente do parlamento, autoproclamou-se Presidente da Venezuela perante uma multidão de opositores de Nicolas Maduro, prometendo um "governo de transição" e "eleições livres".
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A crise política na Venezuela -  onde residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes - agravou-se com a autoproclamação de Juan Guaidó, na semana passada. 

Lusa


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