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Portugal vai apoiar Ucrânia com 2,1 milhões de euros
Mundo 4 min. 06.05.2022
Guerra na Ucrânia

Portugal vai apoiar Ucrânia com 2,1 milhões de euros

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, António Costa, esta quinta-feira
Guerra na Ucrânia

Portugal vai apoiar Ucrânia com 2,1 milhões de euros

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, António Costa, esta quinta-feira
Foto: José Sena Goulão / LUSA
Mundo 4 min. 06.05.2022
Guerra na Ucrânia

Portugal vai apoiar Ucrânia com 2,1 milhões de euros

Lusa
Lusa
O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira que Portugal vai contribuir com 2,1 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia, dos quais um milhão de euros para as respostas das Nações Unidas e 1,1 milhões adicionais.

Este valor foi transmitido por António Costa numa intervenção que fez por vídeo na Conferência de Alto Nível de Doadores para a Ucrânia, que decorreu esta quinta-feira em Varsóvia.

A Conferência de Alto Nível de Doares para a Ucrânia é uma iniciativa dos primeiros-ministros da Polónia e da Suécia, em parceria com os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, e teve na sessão de abertura uma breve intervenção do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também por videoconferência.


O primeiro-ministro, António Costa, participa no debate preparatório do Conselho Europeu na Comissão Permanente, na Assembleia da República.
Portugal acolheu mais de 17.500 refugiados ucranianos até ao momento
O primeiro-ministro afirmou que Portugal já recebeu até ao momento 17.504 refugiados provenientes da Ucrânia, dos quais 6.200 são menores.

“Portugal está preparado para se comprometer com um contributo financeiro de um milhão de euros para a reposta humanitária das Nações Unidas e 1,1 milhões de euros adicionais em ajuda humanitária para a Ucrânia, num pacote total de 2,1 milhões de euros. Portugal está com a Ucrânia”, declarou o líder do executivo português na sua intervenção.

No seu discurso, o primeiro-ministro elogiou os seus homólogos polaco, Mateusz Morawieckie, e sueca, Magdalena Andersson, pela iniciativa e, nas suas palavras iniciais, condenou “a invasão brutal da Ucrânia pela Federação Russa”.

“É um ato de guerra inaceitável no século XXI. As consequências desta agressão estendem-se muito para além do território ucraniano, com milhões de refugiados à procura de segurança por todo o nosso continente”, sustentou.

António Costa observou depois que Portugal, “apesar de ser o país mais ocidental da Europa e o mais afastado da Ucrânia, já recebeu 35 mil refugiados ucranianos”.

“A estas pessoas reafirmamos o nosso mais forte compromisso de assegurarmos a sua segurança e bem-estar. No entanto, estamos todos conscientes de que a situação mais difícil é a que enfrentam aqueles que continuam na Ucrânia onde a situação humanitária é em muitos casos muito, mesmo muito crítica”, acrescentou.

Costa irá a Kiev em data a ser divulgada

Na quarta-feira, em conferência de imprensa, o primeiro-ministro anunciou que aceitara o convite do seu homólogo ucraniano, Denys Shmygal, para visitar a Ucrânia em data ainda a divulgar, ocasião em que será assinado um acordo financeiro bilateral no âmbito do Fundo Monetário Internacional (FMI).


Este estádio português transformou-se num centro de refugiados
Hanna, 45 anos, e Vyacheslav, 16 anos, são os primeiros refugiados da Ucrânia a chegar ao Centro de Acolhimento Temporário de Leiria, que disponibilizou 54 camas, para já, nos camarotes do Estádio Municipal de Leiria.

“O primeiro-ministro da Ucrânia teve a oportunidade de me convidar para visitar Kiev, convite que naturalmente aceitei. Ficou apontada uma data que oportunamente será divulgada para a concretização dessa visita. Incluirá um encontro com o Presidente da República da Ucrânia, Volodymyr Zelensky”, declarou António Costa.

Já sobre o processo de reabertura da embaixada de Portugal na Ucrânia, o primeiro-ministro afirmou que já há uma data acertada, mas que não a divulga publicamente, alegando que esse passo só deve ser comunicado “no momento próprio”.

 “Quero aqui frisar que a embaixada portuguesa em Kiev nunca encerrou. O embaixador português recuou para a Polónia e regressará a Kiev”, sustentou o líder do executivo, antes de fazer um elogio aos funcionários ucranianos da embaixada portuguesa.

“Mantiveram-se em funções a assegurar o funcionamento da embaixada nas condições possíveis. O Governo vai propor ao Presidente da República a condecoração por atuação de excecional bravura e coragem de um dos funcionários que se destacou muito especialmente no apoio ao resgate de cidadãos portugueses ou ucranianos com relações com Portugal”, acrescentou o primeiro-ministro.

Evento angariou 6,15 mil milhões de euros para a Ucrânia

O primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, anunciou que foram angariados 6,5 mil milhões de dólares (cerca de 6,15 mil milhões de euros) na conferência internacional de doadores.


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considera que é preciso aumentar a pressão contra a Rússia.
Comissão Europeia propõe cinco novas sanções à Rússia e um renascer da Ucrânia
Ursula von der Leyen anunciou embargo ao petróleo russo e corte de todo o sistema financeiro do SWIFT, medidas contra indivíduos que participaram nos massacres na Ucrânia e exclusão das emissões de todos os órgãos de informação oficiais russos no território da UE.

A Conferência Internacional de Doadores, organizada pelo primeiro-ministro polaco e pela primeira-ministra sueca, Madalena Andersson, contou com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e do primeiro-ministro ucraniano, Denys Szmyhal.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deixou uma mensagem através de uma ligação remota, onde ratificou a aspiração do seu país a uma adesão "rápida" à União Europeia (UE), atribuindo-lhe o estatuto de candidato à adesão ainda no decurso da guerra.

Durante a sua intervenção, Von der Leyen lembrou que a UE "acaba de lançar um novo pacote de sanções que afetará profundamente a economia russa, que terá de pagar pela sua agressão", e quantificou a ajuda europeia concedida à Ucrânia em 4.000 milhões de euros.

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