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Portugal não reconhece derrota de Juan Guaidó na Assembleia Nacional
Mundo 06.01.2020 Do nosso arquivo online

Portugal não reconhece derrota de Juan Guaidó na Assembleia Nacional

Portugal não reconhece derrota de Juan Guaidó na Assembleia Nacional

AFP
Mundo 06.01.2020 Do nosso arquivo online

Portugal não reconhece derrota de Juan Guaidó na Assembleia Nacional

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
O ministro dos Negócios Estrangeiros português mantém o apoio incondicional ao autoproclamado Presidente da Venezuela, derrotado pelos votos da direita na Assembleia Nacional.

Depois de ter recorrido ao Twitter, este domingo, para mostrar uma "grande preocupação" e considerar "inadmissível" qualquer "pretensa eleição" no parlamento venezuelano, o Ministério dos Negócios Estrangeiros voltou à carga na figura do líder da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva.

À margem do Seminário Diplomático que decorre esta segunda-feira em Lisboa, o ministro recusou reconhecer o recém eleito presidente da Assembleia Nacional, Luís Eduardo Parra, do Primeiro Justiça. De resto, um partido da oposição ao governo liderado por Nicolás Maduro.  

"O que aconteceu ontem [domingo] às portas da Assembleia Nacional é inaceitável, visto que não é possível encenar uma eleição da junta diretiva da Assembleia Nacional impedindo os deputados, começando aliás pelo presidente em funções, de entrar na Assembleia para livremente votarem", condenou Augusto Santos Silva. 

"Portanto, não reconhecemos a pretensa eleição que ocorreu e, pelo contrário, tomamos boa nota de que os deputados impedidos de exercer o seu direito livremente se tenham reunido noutras instalações e tenham renovado o mandato do presidente Guaidó. Para nós, Portugal, e para nós, UE, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela é o deputado Juan Guaidó", acrescentou o ministro português numa alusão à tomada de posição da União Europeia que esta madrugada fez saber em comunicado que "continua a reconhecer Juan Guaidó como o legítimo Presidente da Assembleia Nacional até que sejam asseguradas as condições para uma votação adequada". 

Versões diferentes

As circunstâncias em que decorreu a votação que ditou o afastamento do autoproclamado presidente venezuelano da liderança do orgão legislativo continuam envoltas em polémica.  

Juan Guaidó não chegou a entrar na Assembleia Nacional, alegadamente impedido pelos militares que asseguravam a segurança do local mas a versão não foi sequer corroborada pelos restantes partidos da oposição ao governo chavista que o acusam de montar um "espetáculo mediático".  

Com acusações mútuas de corrupção nem a oposição se entende na Venezuela. A troca de acusações tem subido de tom com Juan Guaidó e os apoiantes a acusarem o novo presidente Luís Eduardo Parra de se ter auto-proclamado. 


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