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Polícia dos EUA tenta tomar embaixada da Venezuela

Polícia dos EUA tenta tomar embaixada da Venezuela

Foto: AFP
Mundo 3 min. 15.05.2019

Polícia dos EUA tenta tomar embaixada da Venezuela

Agentes federais norte-americanos tentaram desalojar ativistas dos EUA que protegem a embaixada da Venezuela em Washington. O representante de Juan Guaidó nos EUA marcou uma reunião para pedir uma intervenção militar dos EUA na Venezuela.

 Agente federais norte-americanos tentaram desalojar esta madrugada os ativistas que defendem a embaixada da Venezuela em Washington para impedir a entrada de representantes de Juan Guaidó, reconhecido pela Casa Branca como presidente interino do país latino-americano. 

Desde que o opositor venezuelano se autoproclamou a 23 de janeiro que tenta colocar, nas sedes das representações diplomáticas da Venezuela nos Estados Unidos, Carlos Vecchio, o seu indigitado representante e do seu embaixador na Organização dos Estados Americanos (OEA), Gustavo Tarre Briceño. 

Em reação ao reconhecimento de Juan Guaidó pela administração Trump, o  Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou o regresso de todo o corpo diplomático e a rutura de relações entre os dois países. Contudo, a Convenção de Viena estabelece a obrigação dos Estados de proteger as instalações e os ativos dos países que se usam para fins diplomáticos mesmo que haja rutura de relações. 

Desde então, os movimentos sociais norte-americanos Code Pink e Popular Resistance foram convidados pelo governo de Nicolás Maduro a proteger a embaixada depois de o Ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros ter acusado os apoiantes de Guaidó de invadirem o consulado da Venezuela em Nova Iorque e a representação do seu Adido Militar em Georgetown.

Apesar da tentativa de retirada dos ativistas, as autoridades norte-americanas abandonaram o edifício que amanheceu com novas faixas e cartazes contra o que consideram ser um golpe de Estado contra Nicolás Maduro. 

Numa situação praticamente inédita, a entrada da embaixada tem sido objeto de frequentes agressões entre opositores e apoiantes do governo venezuelano que tentam introduzir alimentos no edifício. 

Na passada quinta-feira, 9 de maio, o embaixador nomeado por Guaidó, Carlos Vecchio, anunciou num twitt que os “invasores” passariam a estar privados de eletricidade.

 De acordo com os ativistas pró-Maduro, a empresa elétrica Pepco cortou o abastecimento apesar de a fatura estar paga até ao fim deste mês.

Juntou-se, depois, a decisão da companhia Dc Water de cortar a água, o que levou os defensores da embaixada a desenvolver um sistema no telhado do edifício para aproveitar a água da chuva. Também no dia 9, as imagens do veterano ativista pela paz Gerry London a ser detido quando tentava lançar um pepino para uma janela da embaixada deu a volta ao mundo e tanto Roger Waters, fundador de Pink Floyd, como a atriz Pamela Anderson denunciaram a prisão.

Oposição pede apoio militar

O representante de Juan Guaidó nos Estados Unidos, Carlos Vecchio, publicou uma carta dirigida ao chefe do Comando Sul das forças armadas norte-americanas, Craig S. Faller, em que solicita uma reunião “para avançar na planificação estratégica e operativa” com o objetivo de “parar o sofrimento do povo e restaurar a democracia”. O representante opositor venezuelano confirma no documento a sua disposição “para iniciar as conversações respetivas à cooperação que foi oferecida” por aquele comando.

 Na carta, Vecchio alega que a Venezuela representa uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos e da região e que existe “presença de forças estrangeiras” numa referência a Cuba e à Rússia.

Na sexta-feira passada, o governo venezuelano denunciou a entrada de um navio da Guarda Costeira dos Estados Unidos em águas venezuelanas que abandonou depois de ter sido detetado por uma embarcação venezuelana que patrulhava a zona.

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“Fizemos duas reuniões, das quais não posso adiantar detalhes porque devo respeitar a confidencialidade das mesmas, mas foram reuniões em que nos escutámos”, disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, em declarações à estação de televisão estatal Telesur.