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PM escocesa quer definir até maio termos e data de referendo sobre independência
Mundo 01.09.2020

PM escocesa quer definir até maio termos e data de referendo sobre independência

PM escocesa quer definir até maio termos e data de referendo sobre independência

Foto: AFP
Mundo 01.09.2020

PM escocesa quer definir até maio termos e data de referendo sobre independência

Lusa
Lusa
A questão da independência foi a referendo em 2014, quando os escoceses votaram 55% para permanecer no Reino Unido, e uma repetição precisa de ser autorizada por Londres.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, prometeu definir antes das eleições locais de maio os termos e a data de um segundo referendo sobre a independência da Escócia, apesar de o Governo britânico se opor à ideia.

“Antes do final desta legislatura, iremos publicar uma proposta de lei que definirá as condições e o calendário para um referendo sobre a independência, bem como a questão que será colocada à população durante este referendo”, anunciou Sturgeon, durante o discurso para marcar a reabertura do Parlamento escocês.

A líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) acrescentou que vai fazer campanha nas eleições para a assembleia autónoma em 2021 pela independência da Escócia, que faz parte do Reino Unido, juntamente com Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. 

A questão da independência foi a referendo em 2014, quando os escoceses votaram 55% para permanecer no Reino Unido, e uma repetição precisa de ser autorizada por Londres. 

Nicola Sturgeon acredita que o processo do ‘Brexit’ mudou a opinião pública porque a Escócia votou esmagadoramente (62%) em 2016 contra a saída da União Europeia (UE), formalizada a 31 de janeiro. 

Segundo a chefe do Governo escocês, os desafios colocados pela pandemia covid-19 são agravados "completa e desnecessariamente" pela teimosia do Governo de Boris Johnson, o primeiro-ministro britânico, em recusar o prolongamento das negociações pós-Brexit com a UE.

Sturgeon viu a popularidade aumentar durante a pandemia, ao contrário de Johnson, criticado pela gestão da crise, e espera capitalizar esse apoio e os bons resultados nas eleições legislativas nacionais de dezembro para forçar Londres a aceitar uma nova consulta pública.

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