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PM da Finlândia: Guerra mostra que UE "não é suficientemente forte"
Mundo 2 min. 02.12.2022
Guerra na Ucrânia

PM da Finlândia: Guerra mostra que UE "não é suficientemente forte"

Guerra na Ucrânia

PM da Finlândia: Guerra mostra que UE "não é suficientemente forte"

Foto: Saeed Khan/AFP
Mundo 2 min. 02.12.2022
Guerra na Ucrânia

PM da Finlândia: Guerra mostra que UE "não é suficientemente forte"

Lusa
Lusa
"Neste momento, estaríamos em apuros sem os Estados Unidos", referiu Sanna Marin, esta sexta-feira, em visita à Austrália.

A primeira-ministra da Finlândia afirmou esta sexta-feira que a Europa "não é suficientemente forte" para fazer frente a Moscovo sozinha, numa avaliação "muito honesta" das capacidades europeias na sequência da invasão russa da Ucrânia.

Em visita à Austrália, Sanna Marin disse que a invasão e ocupação da vizinha Ucrânia pela Rússia tinham exposto as fraquezas e erros estratégicos da Europa ao lidar com Moscovo.


Presidente alemão reconhece "erro" no apoio ao gasoduto com Rússia
"Foi claramente um erro", disse Steinmeier, segundo fontes presidenciais citadas pela televisão pública alemã ARD, após críticas da Ucrânia e da Polónia à gestão do político e da ex-chanceler Angela Merkel.

"Tenho de ser muito honesta (....) convosco, a Europa não é suficientemente forte. Neste momento, estaríamos em apuros sem os Estados Unidos", disse a líder do país, candidato à adesão à NATO, numa intervenção no Lowy Institute, um grupo de reflexão sediado em Sydney.

Marin insistiu que a Ucrânia precisa de ser ajudada em "todos os sentidos", acrescentando que os EUA têm desempenhado um papel central no fornecimento de armas, dinheiro e ajuda humanitária necessários a Kiev para travar o avanço da Rússia.

Laços económicos com Moscovo foram "abordagem errada"

"Temos de garantir que também reforçamos estas capacidades em termos de defesa europeia, indústria de defesa europeia e que podemos lidar com diferentes tipos de situações", disse.

A Finlândia tornou-se independente da Rússia há quase 105 anos e, pouco tempo depois, infligiu pesadas perdas ao exército soviético invasor.

A líder finlandesa criticou as políticas da UE que destacavam a importância do envolvimento com o Presidente russo, Vladimir Putin, e disse que o bloco europeu devia ter ouvido os Estados-membros que faziam parte da antiga União Soviética.


Energia. Pode a UE ser realmente independente?
Dada a sua dimensão, o Luxemburgo é, juntamente com Malta e a Bélgica, o maior importador de energia da Europa. O que pensam estes Eurodeputados sobre a independência da UE neste sector?

Desde que aderiram à UE em 2004, nações como a Estónia e a Polónia vinham a instar outros membros do bloco a adotar uma linha mais dura em relação a Putin, uma posição evitada por França, Alemanha, Itália e Grécia, que favoreciam o estreitamento dos laços económicos com Moscovo.

"Durante muito tempo, a Europa construiu uma estratégia em relação à Rússia para reforçar os nossos laços económicos, para comprar energia à Rússia... pensámos que isto evitaria uma guerra", mas esta abordagem acabou por se mostrar "totalmente errada", criticou Marin.

"Eles não se importam com laços económicos, não se importam com sanções. Eles não querem saber de nada disso", frisou.

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O presidente ucraniano falou também com o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, que se encontrou, no sábado, em Moscovo, com o Presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a situação na Ucrânia. Bennett é um dos líderes mundiais que ainda não condenou a invasão.
Manifestação de apoio à Ucrânia este sábado, na Califórnia.