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PKK: Curdos pedem mediação da UE para acabar com "guerra civil" na Turquia
Mundo 29.11.2015 Do nosso arquivo online

PKK: Curdos pedem mediação da UE para acabar com "guerra civil" na Turquia

PKK: Curdos pedem mediação da UE para acabar com "guerra civil" na Turquia

REUTERS
Mundo 29.11.2015 Do nosso arquivo online

PKK: Curdos pedem mediação da UE para acabar com "guerra civil" na Turquia

O líder dos rebeldes curdos da Turquia, Cemil Bayik, desafiou hoje a UE a lançar uma iniciativa de paz para acabar com a "guerra civil" desencadeada pelas políticas seguidas pelo Governo de Ancara.

O líder dos rebeldes curdos da Turquia, Cemil Bayik, desafiou hoje a UE a lançar uma iniciativa de paz para acabar com a "guerra civil" desencadeada pelas políticas seguidas pelo Governo de Ancara.

Em entrevista ao jornal alemão 'Bild', o líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) assegura não querer lutar e defende soluções políticas, preconizando por isso a mediação da União Europeia.

"Nós não queremos lutar, queremos soluções políticas e para isso precisamos de um facilitador para fazer a paz, um terceiro elemento", defendeu o responsável na edição de domingo do 'Bild', citada pela agência noticiosa AFP.

"É por isso que pedimos aos Estados Unidos ou à Alemanha, enquanto membro da União Europeia, para assumir esse papel", acrescentou na entrevista que concedeu a partir da sua sede de Kandil nas montanhas do Curdistão iraquiano.

O PKK está actualmente na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia, mas aos olhos de Bayik essa situação deverá mudar devido ao papel desempenhado pelos curdos na luta contra o autoproclamado Estado Islâmico, também conhecido pelo seu acrónimo em árabe, Daesh.

"Chegou a hora de se retirar totalmente o PKK da lista de organizações terroristas", defendeu, salientando que os curdos estão sob ataque das forças armadas de Ancara.

"Os tanques, artilharia e helicópteros estão estacionados no sul da Turquia contra a população civil curda, é a pior situação que já vimos em décadas", concluiu.


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